Páginas

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

LUTO E A CULPA:




por Cristina Longhi - jornadasdaalma@gmail.com



Perder alguém é algo inimaginável, e quanto mais próxima a pessoa for, maior é a dor, todos sabem disso. Existem várias características no processo de luto, e cada pessoa passa por ele de forma diferente. Não existe certo ou errado neste processo, pois ele depende de vários fatores; é preciso tempo para a pessoa se acostumar com um mundo diferente, agora sem a pessoa que perdeu, que não estará mais presente na vida dela.

Algumas pessoas se deprimem e ficam mergulhadas nos próprios sentimentos; outras fingem que não existe o problema em si e se entregam ao trabalho. Como eu disse, não existe uma regra, mas há alguns sinais que podem demonstrar que a pessoa não está conseguindo lidar com o luto. Um dos problemas principais é a culpa. A culpa surge desde lembranças de momentos não vividos, palavras não ditas, conselhos não dados, até sensações de que se poderia ter feito algo de concreto para impedir sua partida. Não é bem assim, mas a pessoa em luto só consegue ver desta forma, culpa-se e, por isso, sua vida fica estacionada.

Muita gente pára completamente a própria vida e espera que com isso algo seja perdoado ou "pago", numa espécie de penitência. Alguns acham que ficar sem fazer as suas coisas também ajudará a se redimir. O ponto principal é que o enlutado não percebe que ele não precisa manter algo para honrar quem se foi. Muito pelo contrário, é necessário honrar esta pessoa com momentos felizes, lembranças felizes. Muitos sentem que precisam fazer algo de bom pela pessoa que se foi; algo que deixe raízes, por exemplo, se envolvem em algum projeto que realmente honra a pessoa e ao mesmo tempo cura a dor de quem ficou. Mas esta não é a única solução e não serve para todos.

Outro problema é quando a pessoa deixa de seguir com a própria vida por achar que ela precisa ficar de luto para mostrar isso aos outros. Para dizer que "está de luto".
Uma situação bem comum é a pessoa de luto muitas vezes ficar presa ao momento da morte de quem se foi, ficar relembrando constantemente como aconteceu, os momentos finais, quando houve oportunidade de estar por perto, o velório, o enterro e se esquece de que a vida daquela pessoa não foi feita somente destes momentos, se esquece de que a pessoa que se foi teve muitos momentos maravilhosos, felizes, bons, e que é na lembrança desses momentos que a pessoa deve se apegar.

Se você estiver passando por isso, se for preciso, busque grupos de apoio, um terapeuta ou alguma atividade que lhe faça se sentir melhor. Tudo vale para que você se sinta a cada dia mais tranquilo e em paz!

Texto revisado

Seguidores