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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

A VIDA APÓS A MORTE:


Novos estudos mostram que o luto é um processo mais complexo – e muitas vezes mais rápido – do que se imaginava. De onde vem a força ?




Marilena achava que estava começando a redescobrir a vida, nove anos depois da morte do marido, quando um acidente de carro lhe roubou o filho Paulo, de 20 anos. Ela decidiu abrir as cortinas de casa e enchê-la de flores. Não queria que os três outros filhos levassem uma vida amargurada. Desde então – e lá se vão cinco anos – desfila suas alegrias e tristezas todo ano em uma escola de samba. Alice Quadrado transformou o pesar causado pela morte da filha Eliana, aos 25 anos, em vontade de ajudar. Percebeu quanto outros pais que passavam por essa situação se sentiam sozinhos. Fundou uma associação , onde uns apoiam os outros e encontram forças para seguir em frente. “Foi a maneira que encontrei para dar significado a algo de muito ruim”, diz. Marilena e Alice descobriram o que existe além de uma das piores dores a que os seres humanos estão sujeitos: perder um filho.
“Já enterrei amigos, irmãos, mãe. Nada se compara à perda de uma filha”, diz Ana Cristina de Freitas Rocha, de 57 anos, mãe de Tatiana. A jovem de 20 anos morreu em 2005, de uma infecção generalizada diagnosticada tarde demais. “Essa dor é hors-concours”, diz Ana Cristina, usando uma expressão francesa que significa “fora de competição”. É justamente essa avalanche de sentimentos, que atinge quem perde alguém amado, que os cientistas têm tentado revolver. A quem viveu grandes tragédias pessoais, fizeram a mesma pergunta que nos ocorre ao conhecer histórias como as descritas nesta reportagem: como é possível Nós seríamos capazes?






A morte de 3 mil pessoas nos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos, teve um papel inesperado no novo entendimento da ciência sobre a morte. O trauma redespertou o interesse da ciência pelo tema e impulsionou uma série de estudos que acompanharam a recuperação dos moradores de Nova York. Os resultados foram surpreendentes. Apenas seis meses após a tragédia, 65% das pessoas entrevistadas mostravam-se emocionalmente equilibradas. Essa taxa era alta até entre aquelas que perderam um amigo ou um parente na tragédia: 54% não tiveram a saúde emocional abalada, 35% já tinham se recuperado depois de desenvolver algum tipo de trauma e apenas 11% ainda enfrentavam dificuldades para se recuperar. As proporções, semelhantes àquelas encontradas por Bonanno e seus colegas em seus primeiros estudos, ajudaram a consolidar o nome que se deu ao outro lado da tristeza: resiliência.








Chamou-nos a atenção nesta notícia um termo que já tínhamos visto, sem pararmos para refletir sobre ele: RESILIÊNCIA.
E fomos procurar, agora com mais atenção, o seu significado:
“Resiliência surgiu na física e significa a capacidade humana de superar tudo, tirando proveito dos sofrimentos, inerentes às dificuldades. É trabalhado em todas as áreas, como saúde, finanças, indústria, sociologia, e psicologia. Embora seja um assunto muito recente entre nós, já é trabalhado há anos na América do Norte, com sucesso”.
A física nos diz que resiliência é a propriedade que alguns corpos apresentam de retornar à forma original depois de sofrer um impacto.
Estudos mostram que todo ser humano traz em si essa capacidade de resiliência, mas nem todos de forma igual.
Enquanto uns superam sozinhos o impacto de seus sofrimentos, outros precisam de ajuda externa para essa superação.
Fátima Salgado, em seu artigo “A resiliência na visão espírita”, nos lembra que Joanna de Ângelis, no livro O despertar do Espírito (p. 173), nos esclarece que “essa força para o crescimento, haure-a ele (o espírito) na realidade de si mesmo, ínsita nos painéis profundos da sua essencialidade”.
Entendemos, com Joanna, que, ao nos criar, a Inteligência Suprema, Causa Primária de Todas as Coisas, providenciou-nos essa “resiliência” que agora os Cientistas descobrem e analisam.
Mas este Criador fez algo mais: não nos deu apenas a capacidade de voltarmos à nossa condição anterior ao impacto sofrido. Ele nos deu a condição de voltarmos transformados pela experiência, pois colocou em cada experiência que suas criaturas deveriam viver o objetivo de algo ensinar, proporcionando o ensejo de mudar o que precisa ser mudado com a nova noção aprendida.




O Espírito é um resiliente que volta à forma anterior, mas que jamais esta forma será a mesma, pois estará modificada pela lei do progresso, que é a que “detona” a transformação observada na “volta” do resiliente.
Muito interessante essa abordagem da vida depois da morte, porque este assunto sempre nos remete aos problemas ou experiências vivenciadas pelo Espírito que desencarnou.
Mas aqui o foco não é aquele que se foi, mas aquele que ficou depois que viu partir, pelas portas do que convencionou-se chamar-se morte, um ente muito caro.
É a abordagem da dor e do espanto ao se constatar a transitoriedade da vida física, embora ela assim o seja para todos nós, mas sempre achamos que não deveria ser para os que amamos.
Sempre temos que correr para a Doutrina Espírita quando o assunto é MORTE, pois não há maior autoridade no assunto do que ela. Mas para sermos fiéis aos seus ensinos, teríamos que desdobrar toda a codificação aqui, o que não é o caso.
Assim, obedecendo à característica deste trabalho, que é abordar de forma leve e resumida, à luz do Espiritismo, um assunto veiculado na mídia, vamos ficar com apenas uma pequena definição do Espírito Meimei, passada a nós pela mediunidade de Francisco Cândido Xavier: “A morte é uma ilusão entre duas expressões da mesma vida”.
É tão bela e profunda essa conclusão de Meimei, que merece a nossa reflexão.


FONTE: BLOG VOVÓ MARIA CONGA

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