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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

A ANGÚSTIA DO (BREVE) ADEUS E A TERAPIA FLORAL


Pero porque pido silencio no crean que voy a morirme: me passa todo lo contrario: sucede que voy a vivirme. P. Neruda


Não ignoramos: por toda a Terra a morte agarra o que está vivo porque ela é nosso incontornável destino, ainda que seja universal o sofrimento que advém da perda de alguém que nos é importante e precioso.

Infelizmente, a própria estrutura adotada pela sociedade ocidental, individualista, facilita, e mesmo promove, a evitação do tema morte. Não é acaso que o morrer seja quase sempre solitário e/ou para muitos no ambiente asséptico dos hospitais. Também por isso mais difícil se torna para as pessoas se recuperarem de uma perda e viverem com mais naturalidade o processo de luto e seu necessário encerramento, muitas vezes demarcado pelo ímpeto que toma o sobrevivente de seguir em frente com uma nova vida.

E, geralmente, apesar da perda de uma pessoa amada ser considerada como um dos acontecimentos mais estressantes que um indivíduo possa experimentar, a maioria das pessoas se recupera da perda sem ajuda profissional.

Ainda. Sim, o tempo acaba por ser o maior cúmplice para nos ajudar a superar/aceitar a perda inolvidável, à medida que permite uma recuperação lenta e gradual (sempre a depender de cada indivíduo e sua forma subjetiva de lidar com a realidade).

Mas o trabalho do luto depende de forma primordial da aceitação da perda e das consequentes mudanças na vida do enlutado. Desse modo, normalmente, após a morte de alguém que nos é caro existe uma série de tarefas de luto que têm de ser realizadas para que o equilíbrio seja restabelecido e a pessoa consiga reinvestir suas emoções e sentimentos na vida e nos vivos.

Alguns especialistas que se dedicam à vivência/superação do luto explicam que a adaptação à perda, e o consequente deixar ir, abarca quatro tarefas:

- aceitar a realidade da perda – há, aqui, a necessidade da compreensão de que a pessoa morreu e não irá voltar. O funeral, portanto, ajuda o enlutado a avançar na aceitação da perda, no reconhecimento definitivo da ausência permanente e diária daquele que morreu;

- trabalhar a realidade derivada da perda – vivenciar com plenitude a dor do sofrimento, ou seja, não evitar o sofrimento consciente e, por isso, sentir tristeza (choro recorrente), raiva, culpa, autocensura, ansiedade, torpor, medo etc. Permitir-se, portanto, o enlutado satisfazer a dor, senti-la e saber que um dia ela passará;

- ajustar-se a um ambiente no qual o falecido está ausente – ajustamentos são exigidos por parte do enlutado à sua nova realidade. Assim, por exemplo, o cônjuge que sobreviveu estava habituado com o marido jardineiro, agora ausente... Pequenas atividades diárias, antes compartilhadas ou divididas, agora deverão sofrer um ajuste pelo cônjuge sobrevivente. Logo, esta tarefa exige a implementação cotidiana daquele trecho do poema de P. Neruda: “ahora me dejen tranquilo./Ahora se acostumbren sin mí” (in: Pido Silencio);

- transferir emocionalmente o falecido e prosseguir com a vida – a pessoa necessitará perceber que poderá voltar a amar sem deixar de amar a pessoa que perdeu; e esta é em consequência uma tarefa difícil de ser implementada para muitos, especialmente alguns viúvos/viúvas.

Mas independente da história de cada um, do modo particular de lidar a pessoa com acontecimentos difíceis e considerando ainda que por enquanto pertencemos a uma sociedade muito individualista, pois fraco o apoio comunitário, a terapia floral pode ajudar no processo do luto, no cuidado/superação do sofrimento perante a perda de uma mãe, cônjuge, filho ou outro familiar importante.

As essências florais auxiliam a adaptação do indivíduo à perda, ajustando sua vitalidade e campo mental/emocional para a implementação das tarefas descritas acima e com isso o consequente ímpeto de viver e seguir em frente, embora a ausência e a natural saudade.

Minha mãe faleceu recentemente. Como filha (e enlutada) pude testar a experiência devastadora da perda, ainda que, como espírita, reconheça a morte como “a curva da estrada” (F. Pessoa).

E para dosar a dor da ausência, para administrar a elaboração interna do “deixar ir” (porque perder a mãe é também uma experiência psíquica e que exige uma série de reajustes internos, próprios a uma busca interior de autonomia e/ou vida psicológica mais rica), eu me vali das essências florais e elas me ajudaram a experimentar a minha dor, chorar, entristecer-me, mas também me sentir consolada, fortalecida e disponível para seguir em frente.

Além disso, como terapeuta, habituei-me a ajudar por meio dos florais sobreviventes de diversas idades, crenças, culturas e comportamentos, porque o luto é experiência universal e que mexe no coração de todo aquele que ama ou que se sinta, de alguma maneira, vinculado ao que morreu...

Testemunho sempre uma rápida compreensão/transformação positiva naqueles que buscam a terapia floral. Assim, com o uso das essências se fortalece uma disponibilidade no sobrevivente para que ele siga de maneira mais eficaz com sua vida, adaptando-se de forma mais rápida e saudável com sua nova realidade – a da ausência. Há, portanto, diversas essências florais que podem cooperar para que o luto seja vivido e, em um tempo mais célere, encerrado.

“Morrer é só não ser visto”, anotou o poeta Pessoa. Confiamos que sim, mas enquanto aqui, nesta dimensão do solo escuro, no qual cada um de nós se tornará pó, creio que as essências florais podem aliviar a dor da perda favorecendo recursos internos que transformam o sofrimento agudo pela ausência em uma saudade serena, que simplesmente seguirá conosco, mas sem afetar a condução de nosso existir – pois em verdade o adeus é sempre breve...

Por fim, para ajudar no processo do “deixar ir”, põe em prática o bom conselho da Veneranda Mentora de Divaldo Franco: “recorda os teus desencarnados com carinho, envolvendo-os em ternura e orações. Fala-lhes mentalmente a respeito da realidade na qual se encontram e de como se devem portar, procurando o apoio dos guias e a proteção do Senhor da Vida” (in: Entrega-te a Deus, p. 90).

Algumas notas:

Os remédios florais trabalham segundo o mesmo princípio da homeopatia – eles transmitem um padrão de energia. Eles são excelentes para o autocuidado. Em 5 de maio de 2006, o Ministério da Saúde baixou a Portaria 917 incluindo as medicinas complementares, dentre as quais as essências florais, no Sistema Único de Saúde do Brasil. A Terapia Floral já é ensinada e pesquisada em conceituadas universidades do Brasil e de diversos países. E se você quiser tomar as essências florais, consulte um terapeuta floral ou profissional com especialização em essências florais. Posteriormente, avie a sua receita numa farmácia homeopática ou de manipulação.

A Terapia Floral é fundamentada no trabalho de Dr. Edward Bach, médico inglês, que por volta de 1930 buscando a raiz do sofrimento humano e as causas verdadeiras dos desequilíbrios físicos e psíquicos, observou que estes não se devam ao acaso e nem mesmo eram fruto de agentes patogênicos, como bactérias ou microorganismos. Percebeu que determinadas doenças, muitas vezes, são as tendências emocionais desequilibradas no recôndito do Ser. Em consequência, sua proposta terapêutica envolve o tratamento da pessoa e não da doença, isto é, do todo e não das partes.

Os Remédios Florais constituem um método alternativo de tratamento usado largamente na terapêutica de várias patologias em muitos países do mundo. Os Remédios Florais são reconhecidos como tratamento natural pela OMS desde 1956.

A Terapia Floral tem caráter de autocura, como preconizado pelo Dr. Bach e os remédios forais não apresentam efeitos colaterais ou interações medicamentosas com produtos alopáticos, homeopáticos ou com outras substâncias, alimentos ou bebidas.



Eugênia Pickina








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