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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

DUAS HISTÓRIAS DO AMADO CHICO XAVIER E UMA LIÇÃO ORAÇÃO!!!


Sua discutida peruca


Como todos sabem, ele é bastante calvo.

Um dia, apareceu perante o grande público com a aparência física completamente mudada, elegantemente vestido e com peruca preta em tons grisalhos.

Foi um Deus nos acuda!

A notícia correu célere por todo o Brasil. Muita maledicência, inclusive dos próprios confrades espíritas, a dizer que "estava obsediado", "virara grã-fino", "ocultara a vaidade", até dizerem que "se julgava um galã".

Vamos esclarecer sua pseudo vaidade.

Primeiramente, ele já declarou a vários repórteres:

"Devemos cuidar de nossa aparência física, como cuidamos da parte espiritual. Não sou vaidoso de mim mesmo, pois tudo o que fiz não foi feito por mim, mas pelos espíritos; devo a Emmanuel tudo o que sou."

Esta foi uma das justificativas de vestir-se melhor e usar peruca, mas existe outro motivo bem grave, que o público desconhece. Ele está com feridas na cabeça, desagradáveis a quem as vê, e a peruca, embora irrite o couro cabeludo e as feridas, oculta mais este sofrimento físico. É um fardo que carrega, chegando a confessar que sua vontade, às vezes, é arrancá-la.






CHICO E A LUZ DO LAMPIÃO


Lembro-me bem. Estávamos em peregrinação nos arredores da “Comunhão Espírita-Cristã” com Chico Xavier. Sábado à noite, antes da reunião pública.

A passos vagarosos, Chico caminhava de casa em casa, seguido por uma pequena multidão. Àquela época, as ruas do Parque das Américas eram escuras, esburacadas, e o matagal as invadia parcialmente, dificultando a movimentação.

Lilico era o confrade que carregava o lampião, clareando o caminho.

Certo sábado, Lilico adiantou-se em excesso – uns vinte metros – e ficamos para trás, mergulhados na escuridão. Havia chovido e as poças d’água eram numerosas. Ouvindo a reclamação da turma, Chico chamou Lilico, legando-nos preciosa lição:

- “Lilico, meu filho, espere por nós... A luz não deve ir nem muito adiante, nem muito atrás... Para que possamos enxergar, é preciso que ela caminhe ao nosso lado...”.

O companheiro do lampião deteve-se e pudemos alcançá-lo. Durante estes anos todos, temos pensado na luz do lampião, comparando o que Chico dissera a Lilico com as revelações que nos têm sido feitas pelo Mundo Espiritual. Às vezes, desejamos que os espíritos nos tragam novas informações e detalhes da vida além da morte, esquecendo-nos de que toda revelação deve ser gradativa. À medida que caminharmos nas sendas da evolução, novos caminhos nos irão sendo descortinados pela Luz da Doutrina Espírita. Porque se mostrou afoito com o lampião que conduzia, nosso amigo deixou-nos sem norte...

De que nos valeria uma luz assim?!

Não nos esqueçamos de que a vinda de Jesus – a Luz do Mundo! – até nós foi preparada com séculos de antecedência; Isaías, quase oitocentos anos antes, falava no Messias ansiosamente aguardado...

No natural dinamismo que lhe é próprio, o Espiritismo irá suspendendo o véu da Revelação, à proporção exata de nossas próprias luzes! Os médiuns e os espíritos que se precipitarem abortarão as suas idéias e nada mais conseguirão do que estabelecer a confusão em nome do personalismo e da vaidade.
ORAÇÃO:


Senhor! Concede-me, por misericórdia, o dom de contentar-me com o que tenho, a fim de fazer o melhor que posso. Ensina-me a executar uma tarefa de cada vez, no campo de minhas obrigações, para que eu não venha a estragar o valor do tempo. Livra-me da precipitação e da insegurança, de modo a que não busque aflições desnecessárias ante o futuro, nem me entregue à inutilidade do presente. Dá-me a força de esperar com paciência a solução dos problemas que me digam respeito sem tumultuar o caminho dos que me cercam. Ajuda-me a praticar o esquecimento de mim mesmo, auxiliando-me a fazer pelo menos um benefício aos outros, cada dia, sem contar isso a ninguém. Se esse ou aquele companheiro me aborrece, induze-me a olvidar o que se passou, sem dar conhecimento do assunto aos que me rodeiam. Ensina-me a não condenar seja a quem for e quando algum apontamento injurioso ou alguma nota de crítica malévola vierem-me à cabeça, ampara-me a fim de que eu tenha recursos de dissipá-los em silêncio, no plano de meus esforços imanifestos. Impele-me a calar toda a queixa, em torno das provas e impecilhos da vida, para que eu não perturbe os que me compartilham a estrada. Auxilia-me a conservar a boa aparência tanto quanto o espírito isento de culpa, a falar com voz calma, a sustentar bons modos e a perder o hábito de impor minhas idéias ou de contradizer as dos outros sem necessidade. E ajuda-me, Senhor, a viver na obediência aos meus deveres e compromissos, trabalhando e servindo, para não incomodar a ninguém. Assim seja!

André Luiz / Chico Xavier - Livro: "Diálogo dos Vivos


FONTE: BLOG VÓ MARIA CONGA

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