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domingo, 29 de abril de 2012

PARA ONDE IREMOS APÓS A MORTE?





















































































Para onde iremos após a morte? Quantos fazem esta pergunta a si mesmos e nem 

sequer percebem que todas as noites, ao adormecerem, ensaiam a morte.

Quase sempre os nossos sonhos representam a realidade que nos aguarda. Não existem transformações na morte. Passamos para o outro lado da vida exatamente como somos.

Muitos pais que ainda não compreenderam o porquê "da perda" de seus filhos quando crianças, ou em plena juventude, sofrem e perguntam a si mesmos: Para onde foram meus filhos?

Esse questionamento não se justifica, pois mesmo antes de Kardec codificar as bases doutrinárias e as revelações dos espíritos, já haviam informações a respeito.

Os fenômenos ditos espíritas não são uma exclusividade do Espiritismo, pois acontecem e aconteceram em todas as épocas no seio da humanidade, e encontramos seus vestígios desde os primeiros séculos da presença do homem na Terra.

Emanuel Swedenborg, nascido em Estocolmo na Suécia em 1688, cientista e engenheiro de prestígio, publica em latim no ano de 1758 em Londres, Inglaterra, o livro "O Céu e Suas Maravilhas e o Inferno", contendo três partes: "O Céu", "O Mundo dos Espíritos" e 
"O Inferno".

Nesse livro, escrito quase cem anos antes da codificação do Espiritismo, narra suas experiências vividas periodicamente fora do corpo em desdobramento durante o sono, e descreve com minúcias como vivem os espíritos depois da morte física.

Em uma das explicações sobre o que vira no mundo espiritual, ele afirma: "... aqueles que eram amigos ou se conheciam na Terra, novamente se encontram e conversam entre si, o quanto queiram, principalmente esposas e maridos, e também irmãos e irmãs.

Vi um pai conversando com seus filhos após havê-los reconhecido, e muitos outros tratavam com parentes e amigos; porém, como possuíssem mentalidades diferentes em razão da experiência que traziam da Terra, eles se separaram algum tempo depois.

Ao ler a parte denominada "O Mundo dos Espíritos", os estudiosos do Espiritismo, com certeza, ficarão surpresos ao perceberem a semelhança das informações dos espíritos que orientaram Kardec  com as trazidas do mundo espiritual por esse notável médium de desdobramento, cuja faculdade, ainda incompreendida na época, atribuiu-lhe o título de místico e de visionário.

É surpreendente a definição que ele dá ao ser humano no capítulo "A Essência do Homem é o Espírito".

Vejamos:

"Toda a nossa vida racional concentra-se, portanto, no espírito; o corpo é apenas matéria e foi acrescentada ao espírito para que este pudesse entrar em atividade no mundo natural. No mundo natural, todas as coisas são materiais e, em si mesmas, desprovidas de vida. Ora, se a substância vital não é material, mas espiritual, logo se conclui que, no homem, o que está vivo é o espírito, o corpo apenas serve o espírito, tal como um instrumento serve à força motriz que o anima. Diz-se comumente, de qualquer instrumento, que ele atua, trabalha ou se move, mas é uma ilusão, porque existe algo atrás do instrumento que o comanda".

"A sensação e o sentimento, enfim, a vida do corpo, pertencem unicamente ao espírito; segue-se que o homem é essencialmente espírito, Em consequência, quando o corpo se separa do espírito, na morte, o homem permanece igual a si mesmo".

Muitos de nós, durante o sono, deixamos o corpo e assumimos temporàriamente a vida espiritual. Revemos amigos, velhas afeições, visitamos entes queridos que residem perto ou distante, em outros países, e até em outros mundos.

Por questões evolutivas, nem sempre conseguimos reter a lembrança de tais eventos, as quais  poderiam prejudicar o curso de nosso aprendizado na Terra.

Entretanto, os desígnios de Deus, através dos infinitos recursos de que dispõe, constantemente envia-nos informações através dos meios mais diversos disseminados pelo mundo para que possamos nos aproximar da nossa verdadeira natureza.

Na antiguidade, eram os profetas. Hoje, com a mediunidade esclarecida pela luz do Consolador, são os espíritos que, através dos médiuns, nos apontam o caminho a seguir.

Faltam ouvidos para ouvir e olhos para ver! Por isso ouvimos constantemente de lábios desprevenidos as seguintes frases:

"Jamais alguém voltou para dizer como é lá". 

"O que há após a morte, ninguém sabe".

Com certeza, entre tantos outros, Emanuel Swedenborg, foi um dos que estiveram lá e voltaram para dizer como é o mundo dos espíritos.

No livro "O Céu e o Inferno", um dos trabalhos mais importantes da Codificação, constam valiosos depoimentos de espíritos desencarnados em circunstâncias as mais diversas, cujas narrativas esclarecedoras nos dão uma ideia de para onde iremos após a morte, segundo nosso caráter e o nosso comportamento durante o periodo em que estivemos encarnados.

Enriquecendo ainda mais tais informações, através da psicografia de Chico Xavier, muitos retornaram para contar onde estão e como vivem.

Nas obras de André Luiz, colhemos valiosos esclarecimentos sobre como vivem os espíritos em suas coletividades, situadas no plano espiritual.


Fonte: Revista Espírita Além da Vida nº 12 (Nelson Moraes)
Saiba mais sobre Nelson Moraes, no site: www.tvpaz.net

Rui Fernandes Morgado
Santo André-SP


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