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sexta-feira, 19 de abril de 2013

NO ATO DE JULGAR:




Não prescindas do amor que devemos a todas as coisa e a todas as criaturas para    que não te falte luz ao entendimento.
Analisando os desequilíbrios do mundo, reflete na infinita bondade que assegura    a trajetória da terra, no caminho dos astros, e reconhecerás que toda a    desarmonia é superficial e aparente.
Observando os conflitos da humanidade, relaciona os sacrifícios daqueles que te    abriram o sulco luminoso do progresso aos  teus próprios passos, e,    inventariando-lhes as lágrimas  anônimas, aperfeiçoarás com o teu esforço a    estrada para aqueles que te sucederão no futuro.
Apreciando os erros de alguém, medita nos ideais e nas esperanças superiores    que decerto lhe povoaram o coração, e compreenderás que o outro    comportamento talvez lhe assinalasse a jornada, se possuísse oportunidades    iguais às tuas.
Diante daqueles que os tribunais humanos classificam à conta de delinquentes, pensa nas comovedoras aspirações das mães que lhes afagaram o berço e    compaixão imensa nascerá da tua alma, ensinando-te a auxiliar ao contrário de     ferir.
Longo e alcantilado é o trilho da evolução!…
Compadece-te de todos aqueles que voltaram à estaca do inicio, para recomeçar o    caminho com os pés sangrentos.
No entanto, além da piedade, oferece-lhe braços compreensivos e diligentes,  porque amanhã será talvez o teu dia de cansaço e tristeza, desencanto e    desilusão, quando reclamarás igualmente o concurso das mãos  fraternas a te    refazerem as energias ou a te recomporem os membros desconjuntados , em     circunstância alguma, porque o Cristo de Deus ainda não desesperou das nossas    fraquezas e hoje, tanto quanto ontem, procura com amor e  paciência, libertar-nos    a visão da trave do egoísmo e da crueldade, da indiferença e da ignorância, para    que com Ele venhamos a cooperar no sustento da segurança e da paz.
FONTE: BLOG ESPÍRITA (FÓRUM ESPÍRITA)

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