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domingo, 9 de junho de 2013

HOMENAGEM Á CHARLES DE MEDEIROS:




CONFIE, MENSAGEM ESPÍRITA:

Confie!!!

Quando te sentires só... desamparado... com mil e um problemas a resolver...
Quando já fizeste de tudo objetivamente... sem nenhum resultado alcançar...
Quando o desespero em tua porta bater...
E o desalento de ti aproximar...
Quando tuas esperanças se findarem...
E a desolação te alcançar...
Quando vires o mundo ruir a teus pés... e nada puderes fazer..
Quando a fé de ti afastar... e a nada puderes recorrer...
Quando a desilusão ... a decepção te abater...
Quando a traição... a intriga... a inveja, da lealdade... da amizade te afastar...
Quando tua saúde uma peça te vir a pegar...
Quando a fome... o desemprego... a violência perto de ti chegar..
Quando a roda da fortuna... ao contrário para ti girar...
Quando te sentires só... abandonado... e a depressão em ti instalar...
Quando a dor da perda de entes queridos chegar...
Quando nada mais restar a fazer...
Lembre –te !
Existe Uma Força A Teu Favor... Ela Está Dentro De Ti... Esperando Por Ti... Aguardando Um Momento Teu... Uma Entrega... Um Gesto... De Confiança...
E... Podes Crer...
Ela Jamais Te Abandonará... Pois Ela É A Vida Em Teu Ser... E Trabalha Constantemente Ao Teu Lado...
Abra Teus Olhos... Tua Mente... Teu Coração... E Te Entregues... E Contigo, Todo E Qualquer Problema... Toda E Qualquer Aflição... E Verás... Que Não Estás E Nunca Estiveste Sozinho...
E Verás... Todos Os Teus Problemas Chegarem Ao Fim.

SAUDADE DE TI MEU TRUE LOVE!!!


SAUDADE!!!

O que é a saudade ?
Só quem sente é quem pode saber
É uma angústia, que vai se insinuando
Lenta, profundamente e cruelmente,
Vai aos poucos, nossa alma dilacerando

Saudade é saber que está distante
E jamais voltará alguém que se foi,
Deixando em seu lugar um grande vazio.
É a ausência, de quem a gente mais ama
E a todo momento e a cada instante
Nossa alma, por ela, irá sempre chorar.

Saudade é, sentir o frio do derradeiro
Abraço, na hora amarga da despedida
Sabendo, que tudo estará tão distante
E, para sempre restará, só aquela ferida
Que nada poderá curar ... nem amenizar.

Saudade é o que sinto e eternamente
Eu irei sofrer, por ti, meu filho amado.
Meu coração está sempre sangrando,
Pois, está sendo muito difícil, assim viver.
Pelas ruas, eu fico sempre te procurando
Mas, eu sei que, meu eu já está cansado
E, o meu olhar te busca, sem lograr te ver.

Então, restou a triste e amarga saudade
Que ninguém sabe definir, mas que está presente
No meu coração, onde não existe mais felicidade,
Só ficaram as feridas e a dor que minha alma sente.

sábado, 8 de junho de 2013

LEMBRAR COM AMOR...

PSICOGRAFIA DA MENTORA VÓ MARIA:




"Hoje é um dia especial,as crianças irão comigo ao campo de girassois.Vamos cuidar,rezar,brincar e admirar os enormes campos de um amarelo vivo,nos alegrar com a dança dos girassois ao vento.
Essas 40 crianças,entre 3 e 11 anos de idade,voltaram para o lar espiritual há pouco tempo e ainda sentem falta de seu lar terreno,os bebezinhos também vem passear no jardim de girassois, dedicamos a essas crianças todo o nosso carinho,amor,dedicação e amparo.O tempo delas é preenchido com muitas atividades,muito lazer,música,teatro e o contato diário com a natureza.O campo de girassois é um dos lugares favoritos das crianças,elas colocam as maozinhas na terra e sentem muita alegria em cuidar e plantar,ficam me perguntando:"vó,quando é meu girassol vai nascer!?"Assim o dia vai passando com festa,o som do riso das crianças preenche o ar,tudo é benção é vida e confiaça no criador.As crianças correm pelos campos de girassois sem preocupações e a saudade de casa é amenizada diante de tanta beleza,é o abraço dos anjos representado por cada girassol ali plantado.
As crianças vão deixando seus nomes nos girassois plantados,são Pedros,Joãos,Guilhermes,Júlias,Anas e Marias...São tantos girassois que se perde de vista e o campo vai longe,são flores de Deus,florzinhas colhidas ainda pequenas e entregues nas mãos confiáveis do melhor jardineiro do universo,nosso pai,nosso criador,que não nos deixa morrer jamais.Pedrinho,um menininho muito sorridente,que tem a idade de 8 anos,escreveu,em sua linguagem simples,inocente com a pureza de uma criança, a sua mãe Rose:

"Maezinha,a maior alegria que eu tenho é quando vou ao campo de girassois,lá eu ouço sua voz falando comigo.Maezinha,eu tenho um girassol com meu nome,ele já cresceu,toda semana eu vou lá com a vovó e cuido dele,o girassol é como eu,nós não morremos nunca porque nosso pai cuida de nós e tem os anjos todos que são nossa família aqui.Não chore mamãe!eu precisei vir para cá,a senhora não me vê mas eu vou para casa sempre para ver vocês.Aqui é tudo colorido e alegre,eu gosto da escola também,mas a minha maior alegria é correr no campo de girassois.Não preciso daquele tênis e os brinquedos da caixa verde,eu queria que a senhora doasse,eu tenho tudo aqui,só sinto saudade,mas a vovó me disse que todo mundo sente, porque a gente ama e o amor nunca acaba"

Seus filhos estão no campo de girassois
são cuidados por anjos
são flores vivas
nos campos da esperança

seus filhos estão no campo de girassois
espalhando perfume de fé,
sairam de seus braços
mas estão sendo embalados
no berço do amor de Deus...
Seus filhos estão no jardim de girassois
não morrem
não sofrem
sabem o reencontro que virá
é a certeza de quem espera
e confia...
SEUS FILHOS ESTÃO NO CAMPO DE GIRASSOIS
que suas lágrimas reguem com esperança
e fé,essas flores colhidas por serem tão especiais,
que agora enfeitam os jardins da eternidade...

VÓ MARIA "

FONTE: BLOG CENTRO DE ESTUDOS ESPIRITUALISTAS VÓ MARIA

quinta-feira, 6 de junho de 2013

A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO PARA A MORTE:


A importância da Educação para a Morte
“ Quando alguém de quem eu gosto(...) desaparece do ângulo de visão com que o observava e da esfera de contato que me permitia tocar-lhe, quando deixo de escutar a sua voz e contar com a sua presença, é que eu verdadeiramente me apercebo do vazio arrasador que fica, do silêncio que me queima, das lágrimas que se soltam na solidão que me invade, da memória que rasga o espaço dorido da mente incomodada, da tristeza sombria que parece me arrebatar a alma, da insignificância das nossas impertinências e discussões, do quanto o aprecio e do muito que ficou por lhe dizer, ou por fazer... só então eu consigo intimamente compreender o que esse ser humano significa para mim e, eventualmente, o quanto eu realmente o amo!” ( texto retirado do livro O Desafio da Morte, Editorial Notícias, 1999, pág. 162).

Morte. Palavra curta,fria,dura...Realidade dolorosa, tão difícil de enfrentar! É comum dizer-se que da morte nada se pode dizer (uma das razões apontadas é porque nunca ninguém voltou) para relatar. Cada um(a) de vós sabe na sua mente, e sente no seu coração, que não é assim. Por isso comecei este texto com algumas palavras que escrevi no livro citado. Por me parecerem aqui adequadas. São palavras sentidas, feitas de dor, sofrimento e lágrimas mas, também, de descoberta, de alento e de amor profundo.

No seu percurso, quem não se deparou já com situações de morte de pessoas ou, até, com a eminência da sua própria morte? Seremos nós preparados, desde a infância, para lidar com estas experiências? Infelizmente, em geral, nem a família, nem a escola, os colegas ou os amigos, nos preparam para olhar de frente a morte. Então, quando ela um dia inevitavelmente nos visita, encontra-nos desprevenidos e impreparados. Nós somos “ensinados” a reconhecer o prazer, a conviver com as coisas agradáveis, a labutar pela “felicidade” mas, não somos educados para a morte nem, tão pouco, para o excelso sentido da vida. Neste contexto, é muitíssimo relevante o papel desempenhado pela Associação “A Nossa Âncora”, que eu aqui enalteço.

Recebi há pouco o n° 12 da “Amarra” e, mais uma vez, fiquei impressionado com cada um dos testemunhos aí incluídos, com a sua sinceridade, sensatez, força expressiva e sentido amoroso. Eu sou agora pai de um lindo menino e,se tentar imaginar o que representaria para mim a sua morte, penso que me sentiria no mínimo destroçado. Eis um dos pontos que aqui vou, sucintamente abordar: é normal ficarmos muito tristes e emocionalmente arrasados com a morte de alguém que nos é muito próximo ( até o próprio Cristo, na sua face humana, chorou com a morte de Lázaro). O maior desafio surge depois (caso não tenhamos refletido sobre isso anteriormente), em perguntas como: e agora? O que fazer com o que sinto? Como reagir? Como estar com outra pessoas se não quero ver ninguém?

É preciso afirmar bem alto: em primeiro lugar, é importante que quem passou por uma experiência de morte, sinta que pode deixar fluir a tristeza, chorar se houver vontade para isso, mostrar a sua revolta... exprimir a sua dor e o seu luto... sem ser criticado, silenciado, maltratado ou afastado (familiar e socialmente). Assim preveniremos traumas – psicológicos e sociológicos – que acabam, inevitavelmente, por ter uma repercussão física – a que chamamos doença. O sofrimento não é vergonhoso; ao invés, constitui, invariavelmente, uma oportunidade de aprendizagem. Precisamos aprender a escutar, criar laços de proximidade e de intimidade. Quanto vale um simples sorriso, um dar a mão, um abraço fraterno! Em muitos momentos, mais importante do que dizer alguma coisa, é preciso “estar lá” e, até através do olhar ou mesmo da postura mais simples e altruísta, mostrarmos que estamos disponíveis (para o modo como a outra pessoa quiser comunicar).

Depois, passada a fase em que as emoções afloram abruptamente, é necessário entender o significado que estas ocultam (acerca de nós e do outro), ajudar a transmutar a tristeza, compreender o que é a morte e alcançar a serenidade. Qualquer pessoa pode aprender e auxiliar outrem a crescer. É vital que trabalhemos, conjuntamente, num plano de educação para a morte, assim como se tenta educar para a vida.
Tudo é relativo e tudo se transforma, ciclicamente. Existe uma continuidade no tempo (que a morte parece negar), bem como entre a matéria e a energia, e entre o físico e o espiritual. Tudo o que existe, são diferentes formas de energia, mais ou menos sutis, expressáveis ou não em estruturas mais densas e visíveis. O que só é possível pela presença de um mediador entre os dois polos (assim unificados): a consciência. Eis algo que nos distingue como seres humanos – a capacidade de autoconsciência e de trabalhar, criativamente, com a inteligência.

A morte, como a vida, é uma presença constante. Nós podemos continuar a gostar de alguém ainda que não o vejamos durante muitos anos. A morte não nos impede de amar nem de sonhar. O que é fugaz e forçado desaparece. Mas o que é forte e verdadeiro... como pode deixar de ser imortal? Não estamos separados daqueles que amamos. Conseguirá alguém negar que as emoções e as ideias que “apalpa”, não são, em si mesmas, algo de substancial e real?
A morte pode nos levar a autoreflexão, tornar-nos mais fortes e corajosos. Se “fizermos girar o mundo a nossa volta”, esquecemos o quão limitados, pequenos e, às vezes, mesquinhos, somos. Mas poderemos ser grandes em lucidez, altruísmo, bondade e empenhamento. Se a culpa, o sofrimento, a dor, a morte são situações tantas vezes inevitáveis ou inalteráveis, no dia-a-dia, porque não aceitá-las, pensar e aprender com elas, quando estamos bem? Assim como aprendemos a ler, a caminhar, a nadar, trabalhar. Caso contrário, elas irão aterrorizar-nos e retrair-nos, tornando-se difícil entendê-las. Porque não falar natural e tranquilamente da morte, das atitudes a ter e do modo de agir, individual e socialmente, sem máscaras, na realidade?

A consciência da morte ajuda-nos a valorizar a vida, a integrar a beleza magnificente da nossa preciosa existência. E proceder, em relação a cada coisa e a cada ser, sem adiamentos, respeitosamente, e sempre da forma que pensamos ser a mais adequada. Cada momento, por mais ínfimo que pareça, é único, irrepetível e inolvidável! E cada ser humano é também único, insubstituível e incomparável! Podemos sacralizar o mais possível cada momento. Podemos expressar, o melhor possível o que pensamos e sentimos, a cada ser humano que nos é próximo.

Uma vivência (educativa) da morte, poderá levar a uma vida mais calma, intensa, tolerável, realmente alegre e digna, plena de sentido e solidária com todos os seres. Mais cedo ou mais tarde, temos que optar entre educar para a morte, para a simplicidade, para a autenticidade ou, então, educar na ignorância da morte, para a “felicidade” fátua e para a mentira.
Entre o nascer e o morrer, aquém e além destes polos, existe o viver. É fundamental ajudarmos todo ser humano, começando pelas crianças, a descobrir e a enriquecer o seu fantástico mundo interior com vivências que tornem menos duras e menos só a hora da morte.

“ Para que as crianças nasçam como seres humanos e vivam como pessoas, antes que as matem ou que se matem como seres sensíveis e inteligentes”, como disse o Profº João Santos. Para que exista verdadeira paz, para que se respeite a vida e as crianças se tornem adultas responsáveis e esclarecidas. Eis o sentido em que mais necessitamos de cooperar e trabalhar: na educação. E o que é educar senão uma forma de amar?
Abílio de Oliveira
Texto retirado da revista A Amarra do grupo A Nossa Ancora

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