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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

"MÃES SEM NOME" - CONHEÇA ESSA MISSÃO DE VIDA!!!


“Mães Sem Nome” – Conheça esta missão de vida

“Porque quando você perde os pais você fica órfão, quando perde o marido você fica viúva… quando perde um filho, não há nome no dicionário para qualificar esse seu novo status quo”







Quando criei o “Mães Sem Nome”, grupo de ajuda à mães enlutadas, não tinha noção da missão que teria pela frente.

O que seria uma simples “fan page”, tornou-se um trabalho de grande responsabilidade.

Passava horas conversando com mães de várias partes do Brasil e do exterior (como Portugal, França, Austrália e até a China) tentando entender essa dor que dizem ser a maior dor do mundo.

O alcance das nossas mensagens ultrapassaram todas as minhas expectativas.

Trocava experiências com as mães da Boate Kiss, do Massacre de Realengo e dos deslizamentos de terra na região serrana.

E assim eu ia conhecendo: Christina Fabbri, que teve seu filho torturado pela babá até a morte, Myrian Vogel, mãe da modelo Fernanda Vogel, Sandra Ronca, que perdeu seu filho com uma bala perdida no Clube Federal, Maria Helena Daniel mãe de um policial assassinado e muitas outras mulheres que marcaram a minha vida para sempre. Não caberia aqui a lista completa.

Inúmeros casos de suicídios, acidentes de motos, brigas de gangs, drogas… Jovens que partiam e deixavam famílias dilaceradas.

A mãe que perde um filho, ganha uma dor que vem para ficar.

É um emaranhado de saudade e melancolia que pode se perpetuar se ela não receber um acolhimento terapêutico.

Descobri rapidamente que o luto é ainda um tabu. Falar de morte é, fundamentalmente, falar de vida! Mas as pessoas evitam o assunto.


Aprender a lidar com essa dor e, sobretudo, falar sobre ela é o objetivo deste trabalho.


Hoje, não estou mais sozinha. O “Mães Sem Nome” tem uma diretoria de 12 mães que se responsabilizam pelos núcleos que criamos dentro do grupo.

Estamos crescendo e ouso dizer que somos empreendedoras sociais. Somos um conjunto de mulheres trabalhando em prol de um só objetivo que é o de adotar as mães que chegam em sofrimento e acompanhá-las durante a sua recuperação.

Trabalhamos por uma sociedade mais sensível ao sofrimento alheio. Mesmo sabendo que não há lugar para tristeza no mundo atual. Mas olhar para o outro é um ato de generosidade que precisamos disseminar.

Nosso núcleo de psicologia criou uma rede solidária de psicólogos e, em breve teremos grupos de terapia sobre a orientação de psicólogas que são também mães enlutadas. Organizamos palestras sobre o tema, eventos de confraternização e temos parceiros muito importantes, como o “Viva Rio” e a “Universidade IBMR de Psicologia”.

Queremos nos tornar uma referência para famílias que precisam deste tipo de ajuda e para isso estamos, juntas, trabalhando diariamente para levar consolo a quem precisa.

No próximo dia 30, às 18h30, faremos a palestra “Reflexões sobre a morte e o morrer: o lugar do luto na sociedade contemporânea”, na Universidade IBMR-filial de Botafogo, Praia de Botafogo, 158.
Com a participação das psicólogas, Fatima Geovanini, Ligia Py e Danielle Ruppert.
A mesma palestra acontecerá também no dia 31/10, às 10h30, no IBMR, filial da Barra da Tijuca.



Marcia Noleto
Fundadora do “Maes sem nome”

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