CHICO XAVIER MORREU EM 2002, AOS 92 ANOS, DEIXANDO MAIS DE 400 LIVROS PSICOGRAFADOS. NO ANO PASSADO (2010), QUANDO COMPLETARIA 100 ANOS, ATRAIU 3,4 MILHÕES DE PESSOAS AOS CINEMAS PARA ASSISTIR AO LONGA SOBRE SUA VIDA – QUE É, DE FATO, UMA SAGA DIGNA DE FILME. SUA HISTÓRIA INSPIRA MUITAS PERGUNTAS. CONFIRA ALGUMAS RESPOSTAS.
1. Quando Chico Xavier começou a se comunicar com os espíritos?
O médium contava que papeava com espíritos desde a infância, na cidade mineira de Pedro Leopoldo: sob protestos do pai e da madrinha, falava com a mãe, morta quando ele tinha cinco anos. Também psicografava textos na lousa da escola e até recebeu menção honrosa num concurso de redação em que teria contado com a ajudinha de um espírito que lhe ditou o texto.
2. Como ele ficou tão conhecido?
Chico começou a ganhar fama – e a motivar polêmicas – em 1932, com a publicação de Parnaso de Além-Túmulo, uma coletânea de 259 poemas assinados por nomes como Castro Alves, Augusto dos Anjos e Casimiro de Abreu. Quando ele apareceu numa sabatina no Pinga-Fogo, programa da TV Tupi, em 1971, a transmissão começou às 23h30 e só terminou perto das 3h, com 75% de audiência no estado de São Paulo. A repercussão foi tamanha que a Tupi repetiu a dose numa nova entrevista, transmitida durante quase quatro horas em rede nacional. O líder espírita de óculos grandes, peruca e terno tornara-se um popstar.
3. Quantos livros ele psicografou? Sua obra foi traduzida para quantas línguas?
Ao longo de 92 anos, foram 459 livros – nos períodos de maior atividade, chegou a escrever 14 títulos num único ano. Os textos foram traduzidos para 15 línguas, incluindo japonês, grego, tcheco e esperanto. Há também edições em braile.
4. Ele tinha o dom de curar doenças?
Há relatos de gente que se curou de enxaqueca, paralisia e outras doenças graças a ele, mas Chico defendia que sua principal tarefa eram os livros. Durante as sessões públicas, limitava-se a distribuir receitas com mensagens de estímulo e, no máximo, indicações de fitoterápicos. Ele nunca foi acusado de exercer ilegalmente a medicina. Em caso de doença grave, recomendava procurar um médico tradicional. Ele mesmo foi operado de um tumor na próstata e buscou solução para a catarata em hospitais comuns.
5. Que escândalos ameaçaram a imagem do médium?
Em 1944, familiares de Humberto de Campos reivindicaram na Justiça os direitos autorais de textos do escritor que teriam sido psicografados por Chico. Perderam a causa. Em 1958, o sobrinho Amauri Pena Xavier declarou ao jornal Diário de Minas que as obras que ele e o tio psicografavam em Pedro Leopoldo não passavam de resultado da sua criatividade e facilidade para imitar o estilo de poetas famosos. Amauri era alcoólatra, e morreu internado num sanatório. Logo depois do episódio, Chico se mudou para Uberaba. Já em 1986, um jornal local denunciou que policiais e taxistas estariam cobrando por consultas particulares com o médium. Ao que tudo indica, Chico não sabia do esquema.
6. Ele ficou rico?
Depois de vender verduras na rua, dar expediente noturno numa fábrica de tecidos e ser balconista de um armazém em Pedro Leopoldo, Chico trabalhou como escriturário até se aposentar por invalidez, em 1963. Viveu com esse dinheiro e com a ajuda de amigos até o final da vida – os direitos autorais de seus livros foram doados, com registro em cartório, para obras assistenciais.
7. Que famosos procuraram sua ajuda?
A atriz Nair Bello, a cantora Wanderléa e a escritora de novelas Gloria Perez passaram pelo Grupo Espírita da Prece, o centro que Chico mantinha em Uberaba, buscando notícias de seus filhos mortos. Vanusa, a cantora que recentemente andou escorregando na letra do hino nacional, foi perguntar a Chico se o relacionamento com o também cantor Antonio Marcos tinha jeito. Xuxa e Clodovil recorreram ao médium, assim como Roberto Carlos, que, apesar de ser católico fervoroso, foi ao seu encontro em Uberaba várias vezes. Entre os ex-presidentes da república, Juscelino Kubitschek se envolveu pessoalmente para que a aposentadoria de Chico fosse agilizada, e Fernando Collor de Mello foi visitá-lo três vezes.
8. Quem é Emmanuel?
É o guia (ou conselheiro espiritual) de Chico, a quem ele recorria nos momentos de dificuldade. Emmanuel teria ditado a Chico boa parte dos livros psicografados, embora não fosse o único: mais de 200 espíritos teriam se comunicado com o lado de cá por meio das obras escritas por Chico. Em outras vidas, Emmanuel teria sido o senador romano Publius Lentulus e, já no Brasil, o padre Manoel da Nóbrega.

Padre Manoel da Nobrega / espírito Emmanuel
9. Ele previu a própria morte?
Mais ou menos. Ele disse que iria “desencarnar” num dia de muita felicidade para o Brasil. Morreu aos 92 anos, às 19h30 de 30 de junho de 2002, data em que a seleção brasileira conquistou o pentacampeonato na Copa do Mundo.
10. O que aconteceu com o centro espírita de Uberaba depois que ele morreu?
As sessões de psicografia foram suspensas, e a casa simples onde o médium viveu os últimos anos em Uberaba foi transformada em museu. A entrada é grátis, mas contribuições são bem-vindas. Membros do centro leem o evangelho e ministram passes. No terreno funcionam também uma livraria e uma loja de lembrancinhas, com produtos que exibem a imagem de Chico Xavier. As doações de alimentos e roupas, além da assistência médica e odontológica à população carente, continuam acontecendo graças aos direitos autorais dos livros e às contribuições que foram mantidas.
11. Depois de morto, Chico já deu sinal de vida?
Seu filho adotivo, Eurípedes Higino, afirma que não, embora se fale em mais de 200 recados psicografados por médiuns do Brasil inteiro em nome do espírito de Chico Xavier. Antes de morrer, o mineiro teria combinado com o filho, com o médico Euripedes Tahan Vieira e com a amiga Kátia Maria um código secreto para garantir a autenticidade das mensagens. Até agora nenhuma delas passou pelo teste.
2 milhões de assinaturas foram recolhidas para a candidatura de Chico ao Prêmio Nobel da Paz, em 1981.
Há 100 centros kardecistas em Uberaba.
Quando Chico se mudou para lá, eram 14.
120 mil pessoas foram ao velório de Chico, que durou 48 horas.
ESPÍRITOS QUE FAZEM JUSTIÇA
As cartas de Chico Xavier foram parar nos tribunais: serviram como prova no julgamento de José Divino, acusado de matar com um tiro seu melhor amigo, Maurício Garcez Henrique, de 15 anos, em Goiânia, em 1976. Na carta psicografada pelo médium, Maurício declarava que o disparo fora acidental, o que batia com a versão contada pelo réu – que acabou inocentado.
FONTE: REVISTA SUPERINTERESSANTE
http://super.abril.com.br/religiao/espiritismo-11-respostas-chico-xavier-686691.shtml
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Conheça as novas respostas da ciência para as perguntas mais difíceis do mundo
Reportagem: Eduardo Szklarz – Edição: Bruno Garattoni – março/2013
Questão 5 – Alma existe?
Em 1901, o médico americano Duncan Macdougall fez uma experiência com doentes terminais. Colocou cada paciente, com cama e tudo, sobre uma balança gigante. “Quando a vida cessou, a balança mexeu de forma repentina – como se algo tivesse deixado o corpo“, escreveu Macdougall na época.A balança mexeu 21 gramas, e o doutor concluiu que esse era o peso da alma. A descoberta caiu na cultura popular e até inspirou um filme (21 Gramas, de 2003). Ela não tem valor científico, pois a balança era muito imprecisa – e cada paciente gerou um valor diferente.
Mas será que não dá para refazer a experiência com a tecnologia atual?
Se alma existir mesmo, dá para medir? Em tese, sim. Tudo graças a Einstein e sua equação E=mc2 (E é energia, m é massa e c é velocidade da luz). Se consideramos que a alma existe, e é uma forma de energia, então deve haver massa relacionada a ela. Se a energia muda, a massa também muda. Se alma existe, e sai do corpo quando a pessoa morre, o corpo sofrerá perda de massa – que pode ser medida. O médico Gerry Nahum, da Universidade Duke, propôs uma experiência para testar a hipótese: construir uma caixa perfeitamente selada, que ficaria sobre uma balança hipersensível, capaz de medir 1 trilhonésimo de grama. O problema é que, por razões éticas, não dá para colocar uma pessoa moribunda dentro de uma caixa hermeticamente fechada, pois isso a faria morrer. E o teste nunca foi feito.
Mas os cientistas continuam em busca de evidências para a alma. E os estudos mais surpreendentes vêm de uma dupla que está na vanguarda da ciência: o anestesista americano Stuart Hameroff, do Centro de Estudos da Consciência do Arizona, e Roger Penrose – sim, o mesmo físico de Oxford autor da teoria sobre o que veio antes do Big Bang. Mas, desta vez, a tese é ainda mais inacreditável. Dentro de cada neurônio existiriam 100 milhões de microtúbulos: tubinhos feitos de uma proteína chamada tubulina. A tubulina atuaria como bit, ou seja, como menor unidade de informação que pode ser criada, armazenada ou transmitida. Os tubinhos vibram, interferem com a tubulina e geram ou processam informação – que é passada de um neurônio a outro.
Mas os microtúbulos são tão pequenos que as leis da física quântica se aplicam a eles. E essas leis preveem algumas possibilidades bizarras, como a superposição (uma partícula pode existir em dois lugares ao mesmo tempo). Para os pesquisadores, haveria uma relação quântica entre os tubinhos do cérebro e partículas fora dele, espalhadas pelo Universo. “Quando o cérebro morre, a informação quântica [gerada nos microtúbulos] não fica presa. Ela se dissipa no espaço-tempo“, diz Hameroff. Pela mesma lógica, quando alguém nasce, essa informação espalhada no Universo entraria nos microtúbulos. Ou seja: a alma existiria, sim, como um conjunto de relações quânticas entre partículas dispersas no Universo. Embora Hameroff tenha escrito centenas de páginas a respeito, nada disso tem comprovação. “Não reivindico nenhuma prova. Só ofereço um mecanismo cientificamente plausível“, diz.
FONTE: Revista Superinteressante
http://super.abril.com.br/ciencia/7-maiores-misterios-universo-alma-existe-743169.shtml
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Nota do autor do blog:
Desde a Codificaçao Kardequiana em 1857, a espiritualidade nos informa que todo encarnado dispões de laços materiais que ligam espírito e corpo físico. Chamamos vulgarmente de “morte” o desfazer desses laços, com o consequente colapso da harmonia orgânica. E o mundo espírita bem conhece estes laços pelo nome “Perispírito“.
O texto evidencia que o mundo científico já persegue hoje “a fuga” de algo.
Algo que eles ainda não sabem nem mesmo evidenciar e menos ainda explicar.
Quem é o psicólogo islandês que há três décadas viaja à procura de crianças que relatam experiências de vidas passadasFausto Salvadori (08/07/2011)
Crédito: Sam Hart
Erlendur Haraldsson adora conversar com crianças. Tanto que o psicólogo islandês de 78 anos já encarou mais de nove viagens ao Sri Lanka e outras seis vezes até o Líbano só para ouvir as histórias que os pequenos do outro lado do mundo poderiam lhe contar. Nada de brincadeiras ou travessuras, o que há de comum nos relatos dessas vozes infantis é uma narrativa direta: como elas morreram.
Carbonizadas, vítimas de homicídio, afogadas: boa parte das crianças ouvidas por Haraldsson é capaz de narrar, detalhe a detalhe, histórias de mortes violentas que teriam sofrido em outras encarnações. É o caso de Purnima Ekanayake, garota que o pesquisador conheceu quando tinha nove anos, na década de 90, em Bakamuna, um vilarejo do Sri Lanka. Purnima, uma “menina linda e encantadora”, melhor aluna da classe, aos três anos começou a contar aos pais sobre uma outra existência que teria vivido antes de nascer. Um dia, ao ver a mãe aborrecida por conta de um acidente de carro, comentou: “Não ligue para isso, mamãe. Eu vim para você depois de um acidente. Tinha um monte de ferro no meu corpo”.
A menina começou a contar histórias detalhadas sobre uma vida anterior, na qual teria sido um homem, funcionário de uma fábrica de incenso. Relatou a localização da fábrica, o nome da antiga mãe, deu detalhes sobre o número de irmãos, as marcas de incenso que eram produzidas, os carros da família, a escola… Seguindo as indicações, seus pais chegaram à família de Jinadasa Perera, fabricante de incensos que morrera atropelado por um ônibus dois anos antes de Purnima nascer.
“Este é Wijisiri, meu cunhado”, foi o que a menina, sem nunca tê-lo visto antes, disse ao entrar na antiga indústria de incenso, a 230 quilômetros da sua casa, segundo testemunhas entrevistadas por Haraldsson. A menina ainda olhou para as embalagens e perguntou: “Vocês mudaram a cor?”. A cor das embalagens havia sido alterada logo após a morte de Jinadasa. Ao analisar as informações dadas por Purnima antes desse encontro, Haraldsson concluiu que os relatos se encaixavam no perfil do morto. E foi além. Vasculhando os registros da necropsia de Jinadasa, apurou que o atropelamento havia ferido o fabricante de incenso no lado esquerdo do abdome — mesmo local onde o corpo da menina Purnima exibia manchas brancas de nascença.
MARCAS DO PASSADO: em algumas crianças, marcas de nascença são encontradas nos mesmos locais dos ferimentos de morte da suposta encarnação passada
Crédito: Sam Hart
Três décadas de reencarnação
Longe de ser exceção, histórias como a de Purnima são uma constante na vida do islandês. Haraldsson viu o que restou dos seus cabelos embranquecer enquanto trocava o frio de sua terra natal pelo calor de vilarejos e cidades densamente povoadas do terceiro mundo. O Ph.D. em psicologia e professor emérito da Universidade da Islândia passou as últimas três décadas colecionando histórias de crianças sobre vidas passadas. Foram exatas 94 investigações sobre essas narrativas no Líbano e no Sri Lanka, países onde os relatos são mais numerosos, provavelmente por conta da religião — o budismo, no Sri Lanka, e, no caso do Líbano, o drusismo, uma religião de influência islâmica que acredita na reencarnação.
Haraldsson identificou um padrão nessas narrativas. Na maioria dos casos, elas aparecem entre 2 e 5 anos e são comuns os relatos de morte violenta. Algumas das crianças pedem para conhecer os familiares da suposta outra vida. Outras, vão além. “Vocês não são meus pais de verdade” foi o que Dilukshi Nissanka passou a dizer desde que tinha três anos, para a tristeza de sua família, em Veyangoda, no Sri Lanka. A menina insistia em rever sua “outra mãe”, dizendo que seu nome verdadeiro era Shiromi e que havia se afogado num rio. Depois que a história foi publicada num jornal local (casos de reencarnação fazem tanto sucesso na imprensa popular do Sri Lanka como as mulheres-fruta nos nossos tabloides), os pais da garota foram contatados por uma família de outra cidade: eles contaram que, anos antes, a família havia perdido uma filha chamada Shiromi, afogada em um rio. Examinando declarações da garota antes do encontro entre as famílias, Haraldsson constatou que Dilukshi acertara várias informações sobre a família de Shiromi, como a região em que viviam, o número de filhos e a paisagem local.
Coincidência?
Histórias assim impressionam, mas será que não podem ser explicadas apenas como coincidência? Foi a pergunta que Galileu fez para Haraldsson quando o caçador de reencarnados esteve no Brasil, em setembro, participando do I Simpósio Internacional Explorando as Fronteiras da Relação Mente-Cérebro. “Pode ser coincidência, sim”, diz o pesquisador. Para logo em seguida acrescentar pausadamente, em tom didático de professor universitário: “Mas há alguns casos em que isso é altamente improvável”.
Apesar de apontar evidências que considera fortes, Haraldsson evita especular sobre se a reencarnação existe ou não em seus estudos. Prefere apresentar os fatos e deixar as interpretações para quem lê. “Sou um pesquisador empírico”, afirma. “Você pode encontrar uma grande correlação entre o que uma criança conta e a vida de alguém que morreu. Isto é um fato. O que significa já é outra questão.”
Haraldsson chegou a testar a hipótese de que os relatos poderiam ser explicados por questões como necessidade de chamar atenção ou transtornos mentais. Mas isso, de acordo com o psicanalista, não é o tipo de coisa que Freud explica. O islandês aplicou testes psicológicos em dois grupos de 30 crianças libanesas, um dos quais dizia se lembrar de outras vidas. O estudo não encontrou diferenças significativas, exceto em um ponto: as crianças que relatavam vida anterior tinham sintomas de estresse pós-traumático. Isso pode ser explicado pelo fato de que 80% delas contavam ter passado por mortes violentas. Real ou imaginário, um acidente mortal ou um homicídio são lembranças difíceis para a mente de uma criança.
Método
Mesmo lidando com fenômenos estranhos, o islandês busca seguir a metodologia científica. Seu método dá preferência a fontes que ouviram em primeira mão as declarações espontâneas das crianças, como pais, avós, irmãos e amigos. Para garantir a precisão e flagrar contradições, as testemunhas são entrevistadas mais de uma vez, separadas umas das outras. Entrevistas com a própria criança são feitas depois, para evitar que o pequeno diga o que o entrevistado quer ouvir. Feito isso, o psicólogo assume papel de detetive. Com a ajuda de colaboradores locais, como jornalistas e religiosos, busca identificar pessoas mortas com histórias que se encaixem no que as crianças contaram. Na última fase, procura os registros da necropsia do morto (se houver) e analisa se há correspondência entre possíveis ferimentos e eventuais marcas de nascença. Aplicar esse método significa chegar a informações consistentes em pouquíssimos casos. Na maioria das vezes, não é possível levantar correlação significativa entre os relatos e o que de fato ocorreu. A maior parte do trabalho de investigação de 30 anos do pesquisador acaba mesmo sendo descartada. “No Sri Lanka, apenas 10% dos casos apresentam evidências fortes; no Líbano, entre 20% e 30%.” O aparente rigor e seus quase 100 artigos publicados não impedem, contudo, que o tema de pesquisa de Haraldsson seja visto como marginal. Se duvidar, é só perguntar a ele como a comunidade científica tradicional reage a seus estudos. A resposta é simples e serena: “Não há reação. Eles apenas não leem”.
FONTE: REVISTA GALILEU http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI181092-17773,00-O+CACADOR+DE+REENCARNADOS.html
Com a multiplicação da parafernália eletrônica nos últimos anos, não faltam opções para os mortos que quiserem enviar suas mensagens aos vivos.
Até o home theater de sua casa pode servir de meio de comunicação com o outro mundo
por Leandro Steiw – Superinteressante (Maio/2005)
Durante 20 anos, Konstantine Raudive gravou 72 mil vozes em fitas magnéticas. Não, ele não trabalhava num estúdio ou numa produtora de áudio. Dizem que os sons registrados por esse psicólogo e filósofo letão vinham do além. Ele era especialista em EVP (abreviatura em inglês de “fenômeno da voz eletrônica”), uma das principais manifestações da transcomunicação instrumental – o contato entre mortos e vivos por meio de objetos inanimados. Raudive gostava tanto da sua coleção de frases e recados de espíritos que, até hoje, continua ajudando os estudiosos do assunto. O macabro dessa história é que ele morreu em 1987. A americana Sarah Estep, autora do livro Voices of Eternity (“Vozes da Eternidade”, inédito no Brasil), afirma que volta e meia Raudive aparece nas ondas do rádio de algum colega ainda em atividade na Terra, enviando mensagens em prol da divulgação do fenômeno.
Febre na década de 70, o EVP voltou recentemente das trevas graças ao filme Vozes do Além (de Geoffrey Sax, 2005). Ele conta a história de um arquiteto (vivido por Michael Keaton) que começa a receber declarações de sua finada esposa em gravações caseiras. No início ele é cético quanto à autenticidade das vozes, mas, aos poucos, fica obcecado com a idéia de conversar com a amada que partiu.
Nos anos 20, o americano Thomas Edison – o mesmo que inventou a lâmpada elétrica – previu que, um dia, o homem seria capaz de construir uma máquina para falar com os mortos. Ele nem chegou perto de patentear tal equipamento, mas despertou o interesse de cientistas e religiosos, principalmente os ligados ao espiritismo. Nas décadas de 30 a 50, ganhou força a tese de que os espíritos poderiam enviar mensagens por meio de rádios, vitrolas e outros equipamentos eletrônicos.
“Sou eu mesmo”
Em 1952, o frade franciscano Agostino Ernetti e o monge beneditino Pellegrino Gemelli copiavam cantos gregorianos num gravador de rolo. De repente, a fita arrebentou. Gemelli olhou para o céu e, em tom de brincadeira, pediu ajuda a seu pai. Mais tarde, no meio das músicas, escutaram a voz do pai de Gemelli dizendo: “Certo, vou ajudá-lo. Estou sempre com você”. Chocados, eles repetiram o experimento, e a mesma voz disse: “Zucchini, é claro, você não sabe que sou eu?”. Zucchini era o apelido de criança de Gemelli e ninguém, além dele próprio e do pai, sabia. Os dois contaram a história ao papa Pio XII, mas o caso só veio à tona em 1994, pouco antes de Ernetti morrer.
O acaso também pegou o produtor ucraniano Friedrich Jürgenson. Em 1959, ele gravava sons de pássaros para um filme, quando captou o que acreditou ser a voz de sua falecida mãe: “Friedrich, você está sendo observado. Friedel, meu pequeno Friedel, você pode me ouvir?”. Impressionado, nos quatro anos seguintes, Jürgenson se aprofundou no estudo do EVP e registrou centenas deles, tornando-se um dos pioneiros da área.
Rádios fora de sintonia, com aquele angustiante barulho de estática, e o silêncio dos cemitérios são os lugares preferidos do pessoal ligado em EVP. Como estamos cada vez mais rodeados de eletrônicos, podemos supor que aumentou muito a chance de encontrar um morto desesperado para trocar umas idéias com os vivos. No século 21, televisão, computador, videocassete, CD e DVD, fax e telefone celular podem conter uma mensagem do além com a mesma eficiência das fitas das primeiras experiências. Os espíritas são grandes incentivadores do estudo do fenômeno, por acreditarem na interação entre os mundos de cá e lá. Na falta de uma pessoa com poderes mediúnicos, os espíritos se manifestariam por meio das máquinas domésticas. Assim, o home theater da sua casa serviria de médium entre mortos e vivos. O que pensam os céticos disso tudo?
“Hoje, parapsicólogos sérios não se interessam por EVP, e a literatura moderna da parapsicologia não mostra qualquer evidência de paranormalidade nessas gravações”, escreve o psicólogo americano James Alcock, integrante do Comitê de Investigação Científica das Alegações de Paranormalidade. As pretensas vozes seriam resultado da interferência de emissoras de rádio ou modulações cruzadas, quando os aparelhos eletrônicos captam acidentalmente transmissões em outras freqüências. O EVP também surgiria de ataques de pareidolia e apofenia, mecanismos perceptivos que levam as pessoas a ver imagens e ouvir sons que não existem. Os cientistas batem pesado no fato de que as gravações mostram geralmente frases isoladas, como “alô?”, “você está aí?” ou “não estamos sozinhos”. É só isso que os mortos têm para nos revelar?
A polêmica entre defensores e detratores é tamanha que sobrou até para o padre católico Roberto Landell de Moura, o primeiro brasileiro a fazer uma transmissão experimental de rádio, em 1894, no alto da Avenida Paulista, em São Paulo. Os estudiosos da transcomunicação instrumental dizem que, paralelamente ao rádio, ele teria trabalhado numa máquina para falar com os mortos – inclusive, teria obtido sucesso na empreitada. Já os céticos afirmam que, como o homem era um católico convicto, dificilmente teria tentado se comunicar com o além, um assunto que, certamente, desagradaria o Vaticano.
Moura era visto andando com um pacote embaixo do braço, no qual guardava as peças do seu primeiro transmissor. Ele queria provar que era possível conversar com uma pessoa a quilômetros de distância sem o uso de fios. Hoje, a comunicação sem cabos chega a ser banal, mas no final do século 19 soava a bruxaria. Tanto que alguns paroquianos descontentes destruíram a oficina do padre-inventor. Outros contaram que escutaram bate-papos estranhos do padre com uma caixinha de madeira. Mentes despreparadas para a revolução do rádio teriam concluído que Moura se comunicava com o além? Ou ele realmente tentou montar a sonhada máquina de Thomas Edison? Esse é mais um capítulo da eterna batalha entre a razão e a fé, na qual os fantasmas parecem ser os únicos que se divertem.
Fonte: Revista Superinteressante – Maio/2005
http://super.abril.com.br/cotidiano/vozes-alem-mortos-querem-falar-445656.shtml
Evidências da Vida Após a Morte
O momento da morte em que o espírito deixa o corpo foi capturado pelo cientista russo Konstantin Korotkov,
que fotografou uma pessoa no momento de sua morte
com uma câmera bioeletrográfica.
A imagem obtida usando o método de visualização de descarga de gás, uma técnica avançada de fotografia Kirlian mostra a alma deixando o corpo gradualmente.
De acordo com Korotkov, umbigo e a cabeça são as partes que primeiro perdem sua força de vida (o que seria a alma), a virilha e o coração são as últimas áreas que a perdem antes de o espíirito se lançar ao infinito.
Em outros casos, conforme Korotkov observou o espírito das pessoas que sofrem morte violenta ou inesperada, habitualmente se manifesta em estado de confusão, e a energia que o representa se manifesta perturbada e retorna ao corpo nos dias subsequentes à morte. Este fato possivelmente é devido ao excesso de energia não utilizada
Original: http://www.adguk-blog.com/2013/09/scientist-photographs-soul-leaving-body.html#.UkIwhYWmqls


A Ternura de um passarinho e a Dor de uma Perda
Aconteceu numa praça, no Japão. Não se sabe como o pássaro morreu.
Ele estava ali no asfalto, inerte, sem vida. Seria um fato corriqueiro, mas o fotógrafo fez a grande diferença.

A Solidariedade
Segundo o relato do fotógrafo, uma outra ave permanecia próxima àquele corpo sem vida e ficara ali durante horas. Chamando pelo companheiro, ela pulava de galho em galho, sem temer os que se aproximavam, inclusive sem temer ao fotógrafo que se colocava bem próximo.

A Solicitação
Ela cantou num tom triste. Ela voou até o corpinho inerte, posou como querendo levantá-lo e alçou vôo até um jardim próximo. O fotógrafo entendeu o que ela pedia e, assim, foi até o meio da rua, retirou a ave morta e a colocou no canteiro indicado.
Só então a ave solidária levantou vôo e, atrás dela, todo o bando.

A Despedida.
As fotos traduzem a seqüência dos fatos e a beleza de sentimentos no reino animal.

Uma Questão de Amor e Carinho.
Segundo o relato de testemunhas, dezenas de aves, antes de partirem, sobrevoaram o corpinho do companheiro morto. As fotos mostram quanta verdade existiu naquele momento de dor e respeito.

Um grito de dor e lamento
Aquela ave que fez toda a cerimônia de despedida, quando o bando já ia alto, inesperadamente voltou ao corpo inerte no chão e, num grito de não aceitação da morte, tenta novamente chamar o companheiro à vida. Desesperada, mas com amor e carinho, ela se despede do companheiro, revelando o seu sentimento de dor.

Mas, agora, me respondam: Serão os animais realmente os irracionais?

Fonte: CEEAK -Dptº de Infância e Juventude

Se considerarmos a morte como o fenômeno de paralisação da vida no corpo físico, e desencarnação o fenômeno da libertação das influências magnéticas geradas entre o corpo e o Espírito − conforme nos ensinam os mentores espirituais, podemos afirmar que morrer e desencarnar são fenômenos que nem sempre acontecem simultaneamente. Entre eles é exigido um intervalo de tempo, que varia para cada Espírito. Esse intervalo pode ser mais ou menos longo, dependendo do tipo de vida que ele teve quando no corpo físico.
A mente é instrumento poderoso que, através do pensamento, imprime no perispírito (corpo fluídico) as marcas profundas ou superficiais em forma de dependências maiores ou menores, que não serão extintas de imediato com o fenômeno da morte. Dessa forma, cada Espírito, após o fenômeno da morte, irá se deparar com a prisão ou a liberdade a que fez jus como resultado da indisciplina ou disciplina mental que cultivou durante a experiência corporal.
“Impressões longamente fixadas, e sensações vividas com sofreguidão, assinalam profundamente os tecidos sutis do perispírito, impondo necessidades e dependências que a morte não logra de imediato interromper”. (Temas da Vida e da Morte − Manoel Philomeno de Miranda / Divaldo Pereira, p. 89.)
A desencarnação pode para alguns ser rápida, proporcionando uma certa liberdade, até mesmo antes de sua consumação. Mas vale lembrar que esse fenômeno é uma conquista apenas dos Espíritos que souberam aproveitar a encarnação, transformando-a em instrumento importante para a sua evolução espiritual, não se deixando escravizar pelos excessos. Estes excessos, de acordo com os mentores espirituais, poderão ser transformados em viciações, que geram dependência e sofrimento.
Entretanto, são muitos os negligentes que vivem como se a vida no corpo físico fosse eterna, procurando nos excessos e viciações a plenitude do prazer; como resultados, criam fortes impressões e laços magnéticos, dos quais não se libertam de imediato. Somente alcançarão a libertação depois de um intervalo de tempo, proporcional ao tempo de dependência.
Novamente, Manoel Philomeno de Miranda, na já referida obra, à página 78, afirma: “Tendo-se em vista que o homem procede do mundo espiritual, a morte é o veículo que o reconduz à origem, onde cada qual ressurge com as características definidoras das suas conquistas”.
Essas conquistas não são apenas com relação ao que marcamos em nós, como resultado das virtudes cultivadas, mas principalmente das marcas que o nosso orgulho imprime em outras vidas (outras criaturas).
A sintonia com a lei de amor gera a libertação dos liames gravados pela vida física. Porém, não podemos esquecer que a vida tem outros mecanismos naturais, além dos que se refletem pela lei de amor. O sofrimento resignado, por exemplo, é instrumento de valor inestimável por facultar as possibilidades de mudanças nos painéis mentais, tornando menos densos os laços magnéticos que prendem o Espírito ao corpo.
De acordo com o Mestre Jesus, cada um receberá segundo as suas obras; conseqüentemente, o intervalo de tempo entre a morte biológica e a desencarnação tem relação direta com o gênero de vida (pensamentos e ações praticadas) do Espírito, enquanto encarnado.
F. ALTAMIR DA CUNHA
O Consolador