
Emmanuel
Sendo Deus a Bondade Infinita, por que permite a morte aflitiva de tantas pessoas enclausuradas e indefesas, como nos casos dos grandes incêndios?
(Pergunta endereçada a Emmanuel por algumas dezenas de pessoas em reunião pública, na noite de 23-2-1972, em Uberaba, Minas).
RESPOSTA:
Realmente reconhecemos em Deus o Perfeito Amor aliado à Justiça Perfeita. E o Homem, filho de Deus, crescendo em amor, traz consigo a Justiça imanente, convertendo-se, em razão disso, em qualquer situação, no mais severo julgador de si próprio.
Quando retornamos da Terra para o Mundo Espiritual, conscientizados nas responsabilidades próprias, operamos o levantamento dos nossos débitos passados e rogamos os meios precisos a fim de resgatá-los devidamente.
É assim que, muitas vezes, renascemos no Planeta em grupos compromissados para a redenção múltipla.
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Invasores ilaqueados pela própria ambição, que esmagávamos coletividades na volúpia do saque, tornamos à Terra com encargos diferentes, mas em regime de encontro marcado para a desencarnação conjunta em acidentes públicos.
Exploradores da comunidade, quando lhe exauríamos as forças em proveito pessoal, pedimos a volta ao corpo denso para facearmos unidos o ápice de epidemias arrasadoras.
Promotores de guerras manejadas para assalto e crueldade pela megalomania do ouro e do poder, em nos fortalecendo para a regeneração, pleiteamos o Plano Físico a fim de sofrermos a morte de partilha, aparentemente imerecida, em acontecimentos de
sangue e lágrimas.
Corsários que ateávamos fogo a embarcações e cidade na conquista de presas fáceis, em nos observando no Além com os problemas da culpa, solicitamos o retorno à Terra para a desencarnação coletiva em dolorosos incêndios, inexplicáveis sem a reencarnação.
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Criamos a culpa e nós mesmos engenhamos os processos destinados a extinguir-lhe as conseqüências. E a Sabedoria Divina se vale dos nossos esforços e tarefas de resgate e reajuste a fim de induzir-nos a estudos e progressos sempre mais amplos no que diga respeito à nossa própria segurança.
É por este motivo que, de todas as calamidades terrestres, o Homem se retira com mais experiência e mais luz no cérebro e no coração, para defender-se e valorizar a vida.
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Lamentemos sem desespero, quantos se fizerem vítimas de desastres que nos confrangem a alma. A dor de todos eles é a nossa dor. Os problemas com que se defrontaram são igualmente nossos.
Não nos esqueçamos, porém, de que nunca estamos sem a presença de Misericórdia Divina junto às ocorrências da Divina Justiça, que o sofrimento é invariavelmente reduzido ao mínimo para cada um de nós, que tudo se renova para o bem de todos e que Deus nos concede sempre o melhor.
(Transcrito do livro: XAVIER, Francisco C. Autores diversos. Chico Xavier pede licença. S.Bernardo do Campo: Ed. GEEM. Cap. 19).
A Terapia de Vidas Passadas (TVP), é uma técnica terapêutica, que consiste em trazer à consciência, recordações de experiências traumáticas vividas em outras vidas, na infância ou até na própria gestação, trabalhando essas recordações de uma forma terapêutica, de forma a não causarem perturbações na vida actual do paciente!
A dor psíquica radica-se na alma! É lá que se encontram os registos mais profundos de todo o sofrimento, ou traumas vividos noutra época. É necessário chegar até esses registos e libertá-los, ou seja, tratá-los, de forma a que estes não incomodem, ou não limitem a vida actual. A TVP, não é nada mais nada menos do que, um encontro directo com a alma. Quando isso acontece, não só conseguimos resolver as dores do passado, como também, ao libertar-se dessas mesmas dores, conseguimos alcançar uma consciência mais pura do sentido desta vida!
Quando se fala em TVP, normalmente associamos imediatamente aRegressão. Para que não existam dúvidas, a TVP funciona como uma terapia, ou seja, durante a sessão o terapeuta vai trabalhando todos os medos e fobias que o paciente revela possuir, enquanto que a Regressão leva o paciente apenas a tomar conhecimento de outras vidas. De uma forma geral, tanto a TVP ou a Regressão, são formas de alcançar o mais profundo do nosso ser, e tomar consciência de alguns medos ou traumas dos passados, com a diferença que a TVP, é usada sempre com a finalidade terapêutica, e mais profunda!
A TVP não obriga a hipnose. O paciente apenas está num estado de relaxamento profundo, mas sempre em estado de lucidez e contacto verbal com o terapeuta! Para se alcançar o sucesso numa TVP, deve existir muita confiança entre o terapeuta e o paciente.
A TVP é aconselhada para:
Tratar fobias;
Tratar medos;
Depressão;
Abandono de Vicios;
Bloqueios;
Sentimentos de Culpa;
Fracassos (campo afectivo ou material);
Perturbações de Conduta;
Agressividade;
Distúrbios sexuais;
Tendências suicidas;
Problemas de relacionamentos familiares;
Doenças psicossomáticas (asma, alergias, broncoespasmos, psoríase...);
...
A TVP, não só resolve os nosso medos, fobias ou traumas, como também nos liberta da agressividade, trazendo uma consciência mais serena de encarar a vida, e um melhor entendimento do que se passa nela!
A frequência e a quantidade de sessões, depende de cada paciente e do problema a trabalhar. Tendo em conta que deve existir um laço de confiança muito forte entre o paciente e o terapeuta, muitas vezes pode acontecer que na primeira sessão não se consiga obter resultados satisfatórios.
Tratando-se de uma primeira vez, ou, no caso de não conhecer a paciente, reservo uma parte da primeira sessão para falar com a paciente. Questionar e perceber o seu estilo de vida, e perceber exactamente se a paciente se encontra preparada para este tipo de terapia. E numa segunda parte, testar a sua capacidade de relaxamento profundo.
Muitas vezes, devido a um estilo de vida saudável (o praticar desporto, fazer outro tipo de terapias como meditação, etc..), na primeira sessão conseguimos aceder a registos da infância, e até mesmo de outras vidas. Mas é evidente, e quero que fique bem claro, que isso depende apenas do paciente e da sua capacidade de entrega!
Após algum exercicio de respiração, usando a imposição das mãos sobre a testa (terceiro olho), induzo o paciente num estado de relaxamento profundo, mas consciente, e sempre em contacto verbal. Após garantir segurança no processo, usando um 'escudo protector de luz', o paciente sente-se em segurança para 'investigar' o seu passado, sabendo que nada o pode perturbar! Como o paciente deve criar responsabilidade em sim próprio, perante comportamentos e atitudes que se depara ao longo da sessão, não é usada a hipnose, permitindo assim, como já foi dito, que fique em plena lucidez durante a sessão, conseguindo identificar e perceber os seus medos e traumas passados.
- Quantas vezes, questionamos o facto de não nos relacionarmos adequadamente com os nosso pais? - Quantas vezes, questionamos por não ter uma relação ideal?Ou por não ter encontrado alguém? - Quantas vezes, questionamos a vida que levamos? - Quantas vezes, questionamos o facto de parecer conhecer alguém que nunca tinhamos visto antes?
Através da TVP, pode conseguir respostas a todas estas questões!
Universo Espírito de Luz

O que é o luto?
O luto nada mais é do que a perda de uma pessoa amada, ou como dizia Freud “Perda de abstrações colocadas em seu lugar, como a pátria, liberdade, ideal etc”, ou seja, é um sistema de sentimentos que acompanham o processo de perda de algo ou alguém (objeto de amor). É uma despedida, as vezes, forçada e para sempre e que não deve ser interrompida ou impedida. Não chega a ser uma patologia, pois é algo natural na vida de todos os seres humanos, a não ser que cause dano a saúde mental e física.
O luto é um processo extremamente importante para preencher o “vazio” deixado por qualquer perda significativa de alguém ou algo “amado”. Nele, é acompanhado por diversos sentimentos como a tristeza, culpa, ansiedade, solidão, desamparo, choque entre outros. Já os sintomas físicos são refletidos através de aperto no peito, nó na garganta, falta de ar, falta de enrgia entre outros.
A psiquiatra suíça, Elisabeth Kubler-Ross propôs cinco fases desse processo de luto, que são eles:
Negação – Dificuldade de aceitar e acreditar que isto realmente aconteceu, defesa contra a dor da perda. Pensamento: ‘Isso não pode estar acontecendo comigo’;
Raiva– Sentimento de raiva pelo o que aconteceu, pessoa sente-se inconformada. Pensamento: ‘Porque eu? Não é justo’;
Barganha– A pessoa percebe que a raiva não resolve nada, busca-se algum tipo de negociação interna para que tudo volte a ser como antes. Pensamento: ‘Me deixe viver/Não deixe ele (a) ir’
Depressão– Sentimento de tristeza, culpa, desesperança, surge a percepção que a raiva e a barganha não resolveram nada. É quando o sujeito começa a tomar consciência da nova realidade que a perda traz. Pensamento: ‘Estou tão triste. Porque devo me preocupar com alguma coisa?’;
Aceitação– A pessoa não nega mais a realidade e procura aceitar a perda. Pensa em enfrentar a situação, começa a surgir um sentimento de paz, não de felicidade. Pensamento: ‘Tudo vai acabar bem’.
As fases do luto, não possuem um tempo definido para acontecer. Depende da perda e da pessoa. Elas não ocorrem em ordem, e sim pode-se misturar, ir e vir de diversos momentos, e também nem todas as pessoas passam por todos eles.
Em geral, diversas pessoas procuram acompanhamento terapêutico para esquecer traumas e perdas. Por mais que uma situação ruim aconteça, ela nos traz um aprendizado futuro, além de superação e a possibilidade de auxiliar entes queridos caso ocorra para com eles.
Sendo assim, sempre devemos valorizar o que temos, enquanto temos. Curiosamente, muitas vezes nós percebemos a importância do outro ou de algo, quando a perdemos, ou quando o sujeito passa por uma possível “perda” ou situação ruim/catastrófica/doença.
Veja um filme lindo, impossível de não se emocionar cujo demonstra o processo terapêutico da fase terminal de uma adolescente portadora de leucemia desde pequenina:
Filme- Uma prova de amor


REENCARNAÇÃO
“Da última vez eu também não acreditava em reencarnação” A reencarnação existe até você saber que não precisa dela”. Reshad Field
Antes de mais nada, como é que você acha que chegou aqui? Mergulhe de cabeça nessa questão sem a rede de segurança das explicações e preconceitos de outra pessoa. Pode ser assustador, mas é necessário, se você quer perscrutar as suas profundezas, pois aquilo que você acredita a respeito de suas origens estabelece os parâmetros primários da sua realidade. Todas as mudanças que você vivencia serão definidas por esses parâmetros. A necessidade de saber como chegamos aqui parece estar construída na psique. Como é que eu chego até um determinado ventre, com uma combinação genética específica, herdando padrões familiares, psíquicos, fisiológicos e sociológicos que têm um alcance tão longo que acabam desaparecendo na história de cada um de nós? Será que o universo é tão desorganizado que um óvulo e um espermatozóide podem se encontrar, fundir-se e nos enviar numa catapulta para passar noventa anos no planeta Terra sem que possamos emitir uma opinião a respeito? Se é assim, que espécie de Deus decidiria que devemos chegar bem em tempo de um ataque naval com bombas napalm, ou de uma esclerose múltipla, ou de uma violência sexual? Ou mesmo, em tempo de algo que diz respeito à saúde, à riqueza e à felicidade? Será que nós realmente construímos a nossa realidade? Será que existe a graça divina, e, se é assim, o que isso tem que ver com o destino ou as escolhas? São questões difíceis. Mas as próprias questões, e até mesmo o fato de questionarmos, implicam que, de algum modo, nós sabemos que já existimos antes. Antes do quê? Antes de chegarmos aqui? Como foi que eu cheguei aqui? Para onde irei quando partir? Em primeiro lugar, quem é esse “eu” que faz as perguntas? Um dos temas dominantes do pensamento humano é o de que voltamos à vida várias e várias vezes até aprendermos a dominar todas as lições que este planeta tem para nos ensinar.

A reencarnação como o meio através do qual evoluímos espiritualmente tem sido aceita ao longo dos séculos por santos, sábios e pessoas comuns. No Ocidente, encaramos isso como uma doutrina tipicamente oriental, mas de fato essa sabedoria foi expressa em muitas culturas no mundo todo, dos essênios e gregos antigos aos índios americanos. Muitos cristãos, dos antigos gnósticos aos atuais crentes, acham o conceito de reencarnação não apenas em harmonia com os ensinamentos de Cristo mas amparados por eles.
Como a reencarnação atua
Com as devidas variações das embalagens culturais, a idéia é basicamente a seguinte: já tivemos uma existência em perfeito repouso e equilíbrio na Unidade. Então fomos expelidos do coração de Deus, carregando conosco a imagem e a centelha interior do nosso criador, com o dom de usar a nossa vontade para escolher e criar como desejarmos. À medida que usamos essa vontade divina, nós nos tornamos cada vez mais fascinados pelo mundo físico, penetrando cada vez mais fundo na sua densidade. À medida que fomos nos identificando cada vez mais com as nossas criações materiais — com as nossas ilusões — começamos a esquecer quem realmente éramos, tornando-nos seres separados de Deus e dos outros seres. Nossa separação é a nossa dor, e a cura é nada menos que a reunião. Os ensinamentos espiritualistas tradicionais dizem que o modo como essa reunião se realiza é através de vidas sucessivas, nas quais gradualmente nos cansamos das conseqüências de usar o nosso direito inato ao livre-arbítrio para criar dramas passageiros que perpetuam mais sofrimento e separação. Nesse ponto, começamos a fazer uso da nossa vontade para buscar a religação consciente com a Vontade Una. Isso acontece quando descobrimos que realmente nunca estivemos separados; apenas pensávamos que estávamos. Nunca houve uma época em que o amor e a graça de Deus não estivessem conosco. Muito daquilo que consideramos como mal é simplesmente ignorância e negação da Luz. A reencarnação é o meio através do qual nossa vontade individual se torna consciente de sua verdadeira unidade com a vontade de Deus. As conseqüências de nossas escolhas, ações, pensamentos e desejos durante uma vida são vivenciadas em outras vidas. Esse é o processo de causa e efeito denominado carma. O carma não é um sistema de moralidade de recompensa e castigo. É um princípio da natureza. Tudo aquilo que dizemos, fazemos, pensamos ou sentimos — de positivo ou de negativo — produz uma reação que retornará a nós, mas não necessariamente na mesma vida. Quando as condições são realmente corretas, recebemos de volta aquilo que enviamos. Aquilo que maldizemos fica ligado a nós; aquilo que abençoamos, nós libertamos.
A graça de Deus nos oferece a oportunidade irrestrita de aprender e o potencial sempre presente para transcender o carma. Fazemos isso tornando-nos bem conscientes e nos entregando ao Cristo Universal — ou qualquer outro nome que possamos dar a essa energia — pois a entrega total é o único modo de realizar a reunião e eliminar a série infinita de encarnações. Muitas perspectivas do eterno retorno A reencarnação tem sido atualizada em toda a história sob vários nomes — renascimento, recorporificação, metempsicose, metensomatose e até mesmo transmigração. Como ainda não conhecemos uma física que pudesse explicar como vivenciamos múltiplas realidades, criamos muitas teorias sobre o seu funcionamento. Porém, o fato de que há muitos nomes e conceitos relativos à reencarnação, muitos dos quais contradizem os outros, não nega o fato de que ela existe. Quando a verdade observada não tem um contexto provável no qual se possa colocá-la, ela fica carregada de crendices. Tomemos a transmigração, por exemplo. Esse conceito geralmente carrega consigo a implicação de que alguém poderia reencarnar numa forma de vida inferior. Isso não é coerente com a teoria da evolução; nós não voltamos atrás. Talvez a transmigração como conceito resulte menos da ignorância sobre a evolução que da observação de que algumas pessoas, tais como magos e feiticeiras, podem projetar sua vontade consciente nas formas inferiores. Atribuiu-se aos xamãs de diversas culturas o uso de formas animais a seu bel-prazer ou a criação bem- sucedida da ilusão de um animal. Talvez a criança que existe dentro de nós ainda se pergunte se a feiticeira má realmente pode nos transformar em sapos. Outro conceito a respeito do modo como a reencarnação atua é o da alma universal. Essa teoria afirma que o “eu” desta vida é apenas uma das muitas expressões que existem simultaneamente nos corpos físicos, de que somos parte de uma alma universal, como células individuais num corpo único, e cada um de nós tem, dentro de si, a capacidade de conhecer todas as outras expressões do “eu” que está passando por outras vidas. Essa perspectiva encara cada um de nós, ao mesmo tempo, como o todo — a alma universal — e as partes.

O conferencista e escritor Dick Sutphen nos recomenda pensar em vidas simultâneas como um tabuleiro de xadrez em vários níveis. Se olharmos direto de cima para baixo, veremos muitos jogadores em muitos níveis. Quando um jogador se mexe, afeta todos os outros. Essas outras vidas também somos nós? Sim, se entendermos que o espaço e o tempo não são realmente lineares. Não há início, meio ou fim; ao contrário, todas essas vidas estão acontecendo no eterno agora. Nesse caso, quanto mais cedo fizermos uso do nosso direito divino de criar e de mudar alguma coisa, mais cedo aquilo que fazemos nesta vida compensará todas as nossas outras vidas. Uma variação quanto ao conceito da alma universal diz que somos quem somos e jamais fomos alguém mais, e que o nosso conhecimento e energia permanecerão conosco por toda a eternidade. Na essência, nós mesmos nos criamos e esse “eu” é livre para criar outros “eus”. Há também a escola que defende a idéia de que a vida na Terra é simplesmente um jogo ilusório criado como um processo evolutivo da alma, que nós o inventamos — todo ele, mesmo que a ilusão pareça bastante real enquanto estamos aqui! Hoje, talvez, um mestre como Jesus conversasse conosco como um físico, falando de muitas realidades alternadas, de muitas dimensões de tempo e espaço nas quais podemos viver conscientemente. A reencarnação não é uma religião em si, embora seja aceita ou rejeitada por doutrinas religiosas. Assim como se pode ser um cientista social ou psicólogo adepto de qualquer fé, assim também se pode pertencer a qualquer religião e aceitar a reencarnação como um princípio de funcionamento da evolução da alma no universo. Pesquisar o modo como Deus trabalha conosco através dos sistemas e leis naturais não é uma questão religiosa, mas uma questão de saber como funciona o corpo humano ou o sistema solar. Não muito tempo atrás, considerava-se pecado fazer uma autópsia. Também era pecado sugerir que a Terra não era o centro do universo. Aceitar cegamente as afirmações de qualquer teologia pré-científica como verdade final é algo que pode determinar uma escolha dolorosa e completamente desnecessária entre o nosso anseio natural de paz espiritual e o nosso anseio natural de conhecimento. Não há divisão entre o espírito e a ciência, a menos que a provoquemos; a ciência descobre o modo como o espírito se manifesta. E algumas de nossas ciências, hoje, estão começando a explorar áreas que anteriormente eram consideradas território estrito da teologia. Os limites entre a realidade objetiva e a realidade subjetiva estão se tornando muito imprecisos. Sabemos que exercemos influência sobre aquilo que observamos. Nossa consciência e aquilo que costumávamos pensar que era a realidade objetiva estão demonstrando que são inseparáveis. Como disse o físico David Bohm, detentor do Prêmio Nobel, “Não acho que o estudo do misticismo seja mais estranho que o estudo do mundo material”.
Corretamente compreendida, a reencarnação faz parte de um modelo teórico de ciência espiritual, uma disciplina que estuda como a consciência funciona. Reencarnação é um termo que se refere a um dos princípios de funcionamento da consciência. Quando estabelecemos a separação entre o estudo da consciência e o estudo da natureza, colocamos a ciência e a religião em campos separados. Sem dúvida, tivemos algum benefício com isso, pois retiramos o poder que tinham as instituições religiosas de interferir no prosseguimento do conhecimento científico. Mas, com essa separação entre a ciência material e a espiritual, também intensificamos a divisão entre nossas naturezas física e espiritual.
O fundo da questão
Um outro exemplo da reencarnação como uma ciência espiritual foi a experiência de um jovem que, aos vinte e oito anos, sem nenhuma razão aparente e sem nunca antes ter apresentado qualquer comportamento semelhante, ele cometeu um ato violento. Os astrólogos observam que, nas idades entre vinte e oito e trinta anos, cinqüenta e seis e sessenta, e assim por diante, cada um de nós passa por um “retorno de Saturno”. Isso significa que Saturno, o planeta da forma, da limitação e da restrição volta para o lugar que estava ocupando no momento do nosso nascimento. A maioria das pessoas passa por uma importante mudança nessas épocas — pode ser um casamento, uma morte, um nascimento ou mudança de emprego. Seja lá o que for, isso indica que outro capítulo da história da nossa vida está se iniciando;o rapaz manifestava várias neuroses que poderiam explicar esse inesperado comportamento violento. A primeira coisa foram vidas passadas no exército, remontando à Antigüidade. A vida mais recente foi como cavaleiro do exército nazista na Segunda Guerra Mundial. O mais interessante é que essa alma, originalmente, tinha chegado a este planeta por amor e pelo desejo de ajudar a fazer avançar a evolução. Infelizmente, uma das maneiras de divulgar a cultura, o conhecimento e a lei tem sido a guerra. Desse modo, o rapaz foi arrastado para a ação militar muitas e muitas vezes e, em cada existência, seu motivo original de acelerar a evolução foi se perdendo cada vez mais. Toda essa contínua experiência militar deixou o lado yin de sua natureza atrofiado. Ele estava em desequilíbrio em relação ao seu feminino interior, e o psiquiatra confirmou que o rapaz tinha muitos problemas para compreender as mulheres. Quando ele chegou aos vinte e oito anos como cavaleiro do exército, os horrores do Holocausto provocaram um choque em sua consciência no sentido de fazê-lo ver a futilidade da guerra. E o moço reconheceu que a guerra não era o modo certo de mudar as coisas e, num momento de loucura, suicidou-se com um tiro. Mesmo nesta vida, o rapaz tinha escolhido uma profissão paramilitar e, quando chegou à mesma idade em que se suicidara como cavaleiro do exército, começou a ter dores de cabeça violentas e inexplicáveis. Um dia, simplesmente perdeu o controle e explodiu. Parece que ele havia desenhado suásticas compulsivamente a partir do momento em que conseguira controlar um lápis. Ninguém na família compreendia aquilo, já que ninguém tinha sido diretamente afetado pela Segunda Guerra, nem demonstrado qualquer inclinação política naquela direção. Do nosso ponto de vista humano, o fim dessa história não é tão feliz. A visão de que a guerra não era a maneira de mudar as coisas foi devastadora. Ele era como um carro que tinha corrido a uma velocidade de cento e sessenta quilômetros por hora rumo ao seu destino, apenas para descobrir que estava se dirigindo ao lugar errado. Ele pisou no breque depressa demais. Passou dos remédios para drogas entorpecentes, a fim de tratar suas dores de cabeça e sua ansiedade, e finalmente suicidou-se com um tiro — outra vez; estava sofrendo de um desespero profundo e não conseguia perdoar a si mesmo. Quando o viram mediunicamente no funeral, ele estava muito feliz por se livrar do corpo e espantado pelo fato de que tantas pessoas gostassem dele o bastante para estarem ali presentes.
O corpo se lembra
Um outro exemplo da intensidade com que o corpo incorpora as crenças mantidas na mente ao longo do tempo e do espaço é dado pela história de uma mulher distinta, bem vestida e fina, com muitos problemas físicos sérios;Tinha feito terapia mais de uma vez e também estava satisfeita por ter recebido bom tratamento médico. Mas ela nunca encontrara uma resposta satisfatória para a pergunta subjacente : “Por quê?” Quando entraram em sintonia mediúnica com ela, imediatamente viram um impresso feito em computador de dezenas de vidas com seu atual marido. Eles haviam tido todos os tipos concebíveis de relacionamento: mãe e filho, patrão e empregado, irmão e irmã, marido e mulher, e assim por diante. O único denominador comum era que cada relacionamento havia sido repleto de competitividade, ciúme e inimizade. Viver num estado tenso de ambivalência estava literalmente envenenando o seu corpo com ódio. Para ser curada, a alma procura o equilíbrio e o restabelecimento de sua natureza afetiva. O corpo carrega na memória, de uma vida para outra, o ressentimento que não foi liberado.
A reencarnação hoje
Até há bem pouco tempo, o legado dos cientistas que buscavam o conhecimento da consciência nos tempos remotos ainda não estava inteiramente disponível para nós. A maioria deles trabalhava em segredo. Mas tudo isso está mudando, e esses tesouros agora estão se difundindo na consciência do público. Além disso, os cientistas da física no mundo todo estão dirigindo suas mentes e seus laboratórios para o estudo da consciência — inclusive para o estudo da reencarnação. O dr. Ian Stevenson, da Universidade de Virgínia, autor de Twenty Cases Suggestive of Reincarnation [Vinte Casos Sugestivos de Reencarnação] tem sido um dos pioneiros a submeter esse antigo ensinamento espiritual à moderna investigação científica. Além do mais, nossa compreensão de como a consciência cria a experiência ou mesmo de que modo ela cria a matéria, cresce à medida que a física quântica explora o espaço, o tempo e realidades múltiplas e alternadas. Nos Estados Unidos, a reencarnação geralmente é tratada como um candidato à eleição, algo do tipo “ame-a ou deixe-a”, uma espécie de diversão alegre e excitante. Ela até parece, de algum modo, constituir uma ameaça para algumas pessoas. Acaso aceitar a reencarnação significa aceitar que nenhuma equipe de salvamento virá para acabar com todos os problemas do mundo? A equipe de salvamento, os mestres e os professores já chegaram muitas e muitas vezes — e continuam chegando para nos mostrar como transformar o nosso mundo, o individual e o coletivo. Acaso faz parte do medo o fato de que devemos encarar e transformar nossos demônios pessoais, criados por nós mesmos, e depois trabalhar com os outros para transformar nossa loucura coletiva? Será possível que tenhamos mesmo de levar a sério Jesus, Buda, Krishna e todos os outros seres iluminados, e encontrar nossos caminhos através da “porta estreita”, e não simplesmente ficar seguindo atrás de seus mantos, mantendo intactos os nossos preconceitos? Nossa jornada através do processo de transformação é tornada mais clara pelos seres iluminados em todas as culturas que têm abençoado este planeta. Sobrepujando todas as armadilhas do mundo, eles acreditaram e depois se transformaram na crença. Eles se tornaram mestres superando todos os obstáculos com que você e eu nos deparamos. E pelas suas vidas eles nos ensinam que podemos fazer e faremos a mesma coisa. Suas lutas e triunfos impregnaram a mente coletiva com radiações tão claras e poderosas, que nos permitem encontrar nosso caminho para casa mais facilmente. Co-criando com o universo, eles amplificam o plano evolucionário e nos servem.
Oportunidades desiguais
Certamente, a reencarnação dá sentido ao que, de outro modo, não teria sentido. Quando ficamos sabendo de situações aparentemente injustas, assim como vidas produtivas ceifadas por acidente, violência, guerra e doença, ficamos indignados com a falta de justiça em termos humanos. Recentemente, circulou na web uma sátira anônima que dizia que esperar justiça no planeta Terra apenas porque você é uma boa pessoa é o mesmo que esperar que um touro não o ataque porque você é vegetariano. Evidentemente, as pessoas não começam a vida com oportunidades iguais. Do ponto de vista humano, a única coisa que uma criança que nasce com AIDS numa aldeia da África tem em comum com uma criança saudável dos subúrbios nos Estados Unidos é que ambas são bebês e dependentes. Ambas as circunstâncias nos oferecem a oportunidade de evoluir coletivamente. Mas essa é a segunda questão. A primeira é: por quê? A reencarnação explica o aparecimento dos gênios e todas as situações excepcionais. E isso está em harmonia com o que, até o momento, entendemos a respeito da evolução física. Além disso, ela desfaz muitos nós da Sagrada Escritura que, sem esse conceito, nos deixam intrigados. Por exemplo: “Sede perfeitos” parece algo improvável quando encarado pela perspectiva de uma única vida. Mas esta é uma diretiva clara a indicar que a perfeição é o objetivo final. Talvez tenha chegado o tempo de admitirmos a possibilidade de que a justiça divina e o amor divino não sejam nem remotamente parecidos com aquilo que nós, humanos, pensamos que são. Apesar de todas as contradições, há uma ordem e um propósito em todas as nossas vidas e, se não compreendemos como tudo isso funciona, há uma crescente evidência de que realmente funciona. Compreender a reencarnação ilumina o conhecimento que vai além da razão. Ademais, propicia uma visão interior dos “fatos” imprevisíveis que trazem exatamente, no momento certo, a experiência certa para nós — essa “mágica” sincrônica — o déjà vu que traz até nós as pessoas certas, que abre e fecha portas e que muda a nossa vida.
O amor cura com o tempo
Esta é a história de uma vida passada de uma mulher ao mesmo tempo muito prática e intuitiva, que se encontrava próxima dos setenta anos de idade. Desde que nasceu, vivenciou o abandono, primeiro por parte da mãe, que morreu quando ela era bem jovem, e logo em seguida pelo pai, que a deu em adoção. Seu casamento com o único homem que amara foi penoso, pois ele passou os últimos vinte anos de sua vida num estado de alcoolismo que a excluía. Enquanto lutava com suas desilusões, ela pagou por isso com sua pouca auto-estima, e não tinha nenhuma noção de ser atraente como mulher. Concluindo que o amor das pessoas não era para ela, começou a mudar procurando compreender a si mesma e o seu relacionamento com Deus. Aprendeu a não ter ressentimentos e perdoar o passado. Regularmente, rezava para concluir as lições desta vida. Uma noite, encontrando-se à porta principal de um auditório, seu olhar cruzou casualmente com o de um homem que nunca tinha visto antes, um homem que era uns quinze anos mais novo que ela. Aquele único olhar penetrou direto em sua alma. Ela sentiu que o conhecia intimamente, e a sensação que isso produziu nela foi de desalento. Ela abandonou o local em pranto, mas eles se encontraram novamente nos degraus da escada. Ela decidiu contar-lhe o que lhe havia acontecido. Ele também teve a mesma reação. Isso foi o começo de uma série de conversas que se estenderam por muitos dias e muitas noites. Ela contou a ele coisas que antes nunca havia contado a ninguém. Ele lhe era mais familiar que todas as pessoas que tinha encontrado na vida. Ela nunca tivera anteriormente a lembrança de uma vida passada, mas, de repente, relembrava exatamente como e quando conhecera aquele homem — como se tornara sua querida esposa e melhor amiga. Nessa existência, ela fora muito amada e estimada. Sem se conhecerem, tanto ele como ela escolheram exatamente a mesma existência, incluindo o país, a época e as circunstâncias. Essa lembrança fora guardada com muita energia pelos dois. Com o tempo, eles seguiram caminhos diferentes. Não era o seu carma nesta vida casar-se novamente, nem mesmo ter um envolvimento sexual. Acontece que o sentimento doloroso que ela tinha de não ser atraente foi curado. Como ela sinceramente desejara completar o ciclo, atraiu para si esse lembrete de uma época em que fora muito amada e valorizada, conseguindo, assim, dar vazão à raiva, à dor e ao abandono da sua vida atual.

A leitura do registro akáshico
Na vida da alma, sempre que desenvolvemos um talento, fazemos uso das circunstâncias e dos nossos recursos para tirar o máximo de nossas habilidades e fazemos o bem a todos, acumulamos isso no paraíso — um “Paraíso” entendido como um estado de espírito. É como ter uma galeria repleta de tesouros, só que nesse caso são talentos que desenvolvemos ao longo de muitas encarnações. Também há um livro de registros nessa galeria, e ele guarda a contabilidade detalhada de todos os créditos e débitos. Agora, imagine que você entre nessa galeria com o objetivo de se preparar para uma encarnação. Você vê o livro de registros através da percepção da vontade superior, não com os olhos ávidos do ego, e escolhe algumas coisinhas que precisam ser trabalhadas. Você pode decidir não utilizar todos os seus tesouros em alguma experiência de vida, de modo a focalizar uma lição específica. No Oriente, esse registro de tudo o que já fizemos é conhecido como Akashia ou o registro akáshico. A Bíblia se refere a ele como o Livro da Memória. O registro akáshico, o Livro da Memória, está dentro de nós. O éter se move através de todas as coisas, e nele tudo fica registrado exatamente como acontece. É o amor altamente magnético. É o nosso registro, como indivíduos e como espécie, e se move conosco, para onde quer que vamos. Aqui, o que é semelhante se atrai. Se você imprimiu o medo, então, assim como Jó, descobrirá que aquilo que temia se abateu sobre você. As pessoas com sensibilidade mediúnica altamente desenvolvida podem ler esses registros. Porém, antes que você acredite no relato de uma de suas vidas passadas feito por alguém, é bom considerar que as impressões mediúnicas são filtradas e interpretadas através da mente e do sistema de crenças daquele que recebe a impressão. Obviamente, quanto mais trabalho o sensitivo teve para transformar os seus próprios padrões, mais claramente é capaz de ler o padrão que diz respeito a você.
ARQUÉTIPOS
Os arquétipos são figuras imaginárias que assumiram uma certa vida “real” coletiva na nossa consciência porque suas histórias foram contadas e recontadas centenas de vezes. Eles se tornam os símbolos de certos tipos de energia. Até mesmo as pessoas reais que foram importantes heróis ou vilões em sua época assumem proporções arquetípicas à medida que suas façanhas são relatadas. Uma certa espécie de energia em determinada pessoa pode nos fazer lembrar de personagens lendárias. ; todos nós temos de interpretar aquilo que sentimos mediunicamente, e que isso é modelado — ou remodelado — na nossa mente por aquilo em que pessoalmente acreditamos e devemos pesar cuidadosamente tudo o que nos é dito e decidir por nós mesmos o que é verdadeiro e o que é simbólico. A lembrança da vida passada pode ser simbólica, racial ou arquetípica. A exatidão da lembrança não é tão importante quanto o tipo de energia que ela faz surgir em nós. Depois que os melodramas de uma determinada vida terminam, o que resta é a essência destilada da experiência. A experiência de ser um cacique de tribo oferecenos a mesma dinâmica de aprendizado sobre as responsabilidades de liderança que a de ser rei ou presidente dos Estados Unidos. Se vemos a nós mesmos, ou outra pessoa, como Napoleão, isso não significa necessariamente que fomos Napoleão. Pode ser simplesmente o nosso subconsciente oferecendo-nos uma referência simbólica para o tipo de energia que encontramos. Podemos perguntar:quem fazia as tarefas comuns no Egito e na Atlântida? Quem eram os sapateiros e os cozinheiros? Suponha que você esteja aterrorizado de medo de perder um filho a ponto de ficar neurótico. Pode ser que você tenha vivenciado esse tipo de perda em experiências de outras vidas, talvez por morte, seqüestro ou escravidão. Alguma coisa hoje aciona esse medo em você, e sobe à superfície a “lembrança” de uma vida que você pode ou não ter tido. Quando o cérebro se esforça para dar um nome aos terríveis sentimentos de perda por que você está passando, ele extrai aquilo que existe no seu subconsciente. Você pode ter assistido a um filme a respeito de alguém que perde um filho, A Escolha de Sofia, por exemplo, e encontrou uma resposta ecoando profundamente dentro de você, que o fez sentir quase como se aquela exata experiência tivesse ocorrido com você. A “lembrança da vida passada” aparece como o filme. As lembranças se reúnem em torno de experiências arquetípicas tais como o nascimento, a morte, o amor, o ódio, a guerra, a religião e o poder político. Algo em você reconhece a dinâmica e cria a sua versão do filme. Se todas as almas são iguais, nem todas são igualmente experientes em relação à existência terrestre. Há, na verdade, almas antigas que estão cansadas, cheias de enfado e esgotadas devido a toda a ginástica a que submeteram a sua vontade. Elas podem criar vidas muito, mas muito difíceis para si mesmas a fim de afastar a última das ilusões mundanas que se encontra na sua consciência. Ficamos intrigados com as pessoas que giram em torno de si mesmas e, no entanto, parecem ser generosas de todas as maneiras. Algumas vezes, elas estão simplesmente começando a vivenciar aquilo que sua vontade pode realizar. Seu egoísmo não tem muito que ver com o fato de serem más, mas sim com o fato de serem jovens de entendimento. Uma das características de uma alma madura é a sua preocupação com o bem geral. Isso nada tem que ver com a escolha daquilo que parece ser uma profissão desprendida. Tem mais a ver com uma total peregrinação de vida sem fazer o mal e com a consciência de sua própria contribuição. Não faz diferença se essas pessoas são ou não são bem-sucedidas em termos mundanos; elas utilizarão todos os recursos e influências que estão à sua disposição para colocar no mundo o melhor que têm a oferecer.
CONTINUA….
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Bibliografia para consulta
1-O despertar de uma nova consciência
Eckhart Tolle
2-Momento de despertar
Shakti Gawain
3-Psicologia da Alma
Dr Joshua David Stone
4-Um Curso em Milagres
Foundation for de Inner Peace
5-Ascenção Cósmica-roteiro para os reinos desconhecidos da luz
Dr Joshua David Stone
6-Sua missão ascencional-O seu papel no Plano Maior
Dr Joshua David Stone
7-Ascenção Cósmica
James Tyberonn
8- O processo da Iluminação Espiritual
Judith Blackstone
9-Modern Physics and Vedanta
Swami Jitatmananda
10-Vedanta Monthly
Vedanta Center
11-Manuscritos -acervo pessoal
Nota; Alguns livros estão disponíveis em nossa Biblioteca Virtual
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Divulgação: A Luz é Invencível

A busca pelo médium psicógrafo
Tão logo se assume o compromisso de enviar mensagens do plano espiritual à esfera física, passamos por diversos aprendizados em cursos para entendimento do mecanismo mediúnico e da conduta que os mensageiros devem ter.
É sabido que nem todos que psicografam passam por tais estudos, já que a psicografia existe há muito tempo e nem toda informação que chega passa pelo crivo da espiritualidade maior. Falo de quando os espíritos inferiores tomam a caneta para escrever e, quando o medianeiro permite, a escrita acontece, mas em geral com perda de energia do encarnado e sem as proteções indicadas.
Os cursos das colônias dedicadas ao estudo mediúnico ocorrem sistematicamente e preparam espíritos que procuram encarnados para a psicografia e que são indicados para tal missão.
Na primeira etapa estudamos o funcionamento físico e energético do processo mediúnico. Aprendemos como se ligar perispiritualmente e mentalmente ao encarnado, de maneira salutar. As conexões não são imediatas. É fundamental a afinidade, a sintonia e o desejo verdadeiro do encarnado na tarefa de servir.
A ética e a conduta durante a psicografia é uma orientação muito importante. Somos ensinados que devemos respeitar o encarnado, sua intimidade e seu livre arbítrio.
Durante certo tempo frequentamos a residência do encarnado, seu local de trabalho e conhecemos seus hábitos. Preferimos sempre os que já são instruídos e buscam a reforma íntima, mas nem sempre isso é possível e temos que auxiliar o encarnado também nesse aprendizado. Preferimos aqueles que evitam os vícios materiais, como o álcool, tabaco e excessos alimentares, pois os que são pessimistas e desestimulados ao trabalho, que tem os pensamentos viciosos, são os mais difíceis e, em geral, não prosseguimos no trabalho acordado.
Não há psicografia da luz sem a prévia aceitação do encarnado. É realizada conversa fraterna no plano espiritual para que haja o acordo entre toda a equipe envolvida nos trabalhos que irão se suceder.
Os espíritos têm suas formas de sinalizar ao encarnado o anúncio da psicografia. Utilizamos de projeção de imagens sobre a escrita, sensação de formigamento no braço e mãos, sonhos, visões e, especialmente, o ímpeto envolto em amor e o desejo de transmitir mensagens.
O futuro médium psicógrafo tem ampliação da sensibilidade, do interesse na leitura e na escrita e em obras que foram psicografadas. O momento mais esperado é quando o encarnado toma papel e lápis e se coloca à disposição dos amigos espirituais de coração aberto e todo o respeito que a psicografia exige.
É sempre mais indicado o trabalho em casa espírita, pois já existem proteções para diminuir a influências negativas do plano em que vivem os encarnados. Mesmo assim, é possível realizá-la em residências e outros espaços em que existam bons hábitos e o pensamento seja elevado moralmente. Para iniciantes, a recomendação geral é que seja no centro espírita e, para os que somam anos de trabalho e tenham maior domínio da atividade, é permitida a escrita em outros ambientes.
O horário é outra questão importante. Nem sempre os espíritos estão disponíveis para psicografar, já que tem outros afazeres a cumprir. Portanto, determinar dia e horário ajustados com os escreventes trará a disciplina e a seriedade ao trabalho. Quando houver imprevistos e o médium não puder comparecer, pedimos que seja feita prece de agradecimento e pedido que as energias recolhidas para a psicografia sejam direcionadas a quem necessite naquele momento.
Como há poucos médiuns disponíveis e preparados para a psicografia, vários espíritos são conduzidos ao trabalho com apenas um encarnado. Em geral há de cinco a dez espíritos para cada médium, que atuam em revezamento.
Um assume a coordenação e os demais são designados por ordem sistemática do trabalho. É comum o envio de mensagens pelo mesmo espírito, que se torna fixo, mas eventualmente são trocados para permitir que outros também passem pela formação e tenham a oportunidade de exercitar a mediunidade.
A maior dificuldade que enfrentamos é o desinteresse do médium na fase inicial. O mundo é repleto de atividades mais interessantes e muitos deixam o trabalho para reuniões de lazer e outros compromissos. Além disso, poucos têm a paciência de esperar o seu próprio desenvolvimento mediúnico. Querem versos poéticos nas primeiras páginas e raramente isso acontece.
A escrita inicia confusa, desconexa, com letras de difícil entendimento. Boa parte somente faz rabiscos conduzidos pelos impulsos energéticos emitidos na fase de adaptação.
Muitos médiuns sentem dores e isso acontece por negação ou porque não se sabe ainda a “dosagem” de energia e de que maneira será a transmissão: mecânica, semi-mecânica, intuitiva ou ditada pela clauriaudiência.
Após a etapa de adaptação, que pode levar de três meses a dois anos, inicia-se o trabalho de fato. É quando o médium já decidiu se deseja ser psicógrafo disciplinado e atuante ou apenas eventual. Quando isso ocorre o encarnado é destinado a cursos no plano espiritual, o qual terá acesso às bibliotecas das colônias: Casa do Escritor, Alvorada dos Mestres e Escola de Médiuns. Lá há o acervo de tudo que já foi produzido pelo ser humano e do que, ainda, não foi enviado ao plano físico. Mesmo textos que foram destruídos nas fogueiras ou perdidos, há cópias nas bibliotecas espirituais.
O psicógrafo terreno, a depender de sua frequência vibratória, tem acesso às obras na companhia de sua equipe de trabalho na psicografia.
Existe uma organização perfeita e facilmente são localizados os textos para estudo e conhecimento. O acesso ocorre mediante interesse pessoal, mas também conforme o tema que será grafado na Terra.
É possível obter cópia das obras sem perda dos originais. Com frequência a espiritualidade busca mecanismos para que os temas cheguem ao médium também na esfera física, em conversas, livros, filmes, dentre outros.
A formação do médium é permanente e, aos poucos, assuntos que não acrescentam a sua evolução e aprendizado são retirados pouco a pouco para que não perca o tempo precioso.
A formação inicial é de dois anos, mas o médium pode ascender séries e galgar novos trabalhos junto a equipes espirituais.
Não basta a vontade, há também a necessidade do adiantamento moral progressivo e a ampliação mediúnica, que tornará mais fiéis as transmissões dos espíritos.
Há nos planos da espiritualidade o aumento da quantidade de médiuns, pois as crianças que agora chegam a Terra já têm mais faculdades especiais e tendem a ser mais espiritualizadas e com o pensamento voltado a evolução e progresso da Humanidade.
Despeço-me hoje e agradeço por ter me aceito nesta pequena, mas não menos especial tarefa, de servir com amor.
Werneck, 04/01/14.
(Mensagem psicografada pela médium Julia Jenska)
Carta dos Espíritos

Resignar-se ante a desencarnação inesperada do parente ou do amigo, vendo nisso a manifestação da Sábia Vontade que nos comanda os destinos.
Maior resignação, maior prova de confiança e entendimento.
x
Dispensar aparatos, pompas e encenações nos funerais de pessoas pelas quais se responsabilize, abolir o uso de velas e coroas, crepes e imagens, e conferir ao cadáver o tempo preciso de preparação para o enterramento ou a cremação.
Nem todo Espírito se desliga prontamente do corpo.
Emitir para os companheiros desencarnados, sem exceção, pensamentos de respeito, paz e carinho, seja qual for a sua condição.
A Caridade é dever para todo clima.
x
Proceder corretamente nos velórios, calando anedotário e galhofa em torno da pessoa desencarnada, tanto quanto cochichos impróprios ao pé do corpo inerte.
O companheiro recem-desencarnado pede, sem palavras, a caridade da prece ou do silêncio que o ajudem a refazer-se.
x
Desterrar de si quaisquer conversações ociosas, tratos comerciais ou comentários impróprios nos enterros a que comparecer.
A solenidade mortuária é ato de respeito e dignidade humana.
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Transformar o culto da saudade, comumente expresso no oferecimento de coroas e flores, em donativos às instituições assistenciais, sem espírito sectário, fazendo o mesmo nas comemorações e homenagens a desencarnados, sejam elas pessoais ou gerais.
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A saudade somente constrói quando associada ao labor do bem.
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Ajuizar detidametne as questões referentes a testamentos, resoluções e votos, antes da desencarnação, para não experimentar choques prováveis, ante inesperadas incompreensões de parentes e companheiros.
O corpo que morre não se refaz.
Aproveitar a oportunidade do sepultamento para orar, ou discorrer sem afetação, quando chamado a isso, sobre a imortalidade da alma e sobre o valor da existência humana.
A morte exprime realidade quase totalmente incompreendida na Terra.
"Em verdade, em verdade vos digo que, se alguém guardar a minha palavra, nunca verá a morte." - Jesus - (João, 8:15).
André Luiz.

. A MORTE É SÓ UMA MUDANÇA DE ESTADO, POIS CONTINUAMOS SENDO AS MESMAS PESSOAS.
É comum as pessoas mistificarem, cultivarem crenças equivocadas a respeito da morte. Muitos acreditam que morreu vira “santo”, vão direto para o céu, ou vão descansar eternamente em paz. Muitos acreditam ainda que morreu é o fim de tudo, perde-se a consciência, acaba-se tudo.
No entanto, após ter conduzido mais de 30.000 sessões de regressão de memória em TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – método terapêutico de autoconhecimento e cura criado por mim em 2006, constatei nas experiências espirituais de meus pacientes nas sessões de regressão que muitos de seus parentes falecidos (pais, irmãos, tios, primos, avôs, bisavôs) aparecem sorridentes, alegres, felizes, sentindo muita saudade, porém, em paz, dizendo que estão muito bem no plano espiritual onde se encontram.
Mas há os que aparecem com a expressão sombria, tristes, amargurados, ou até mesmo em forma de vultos escuros, pedindo ajuda, ou mesmo achando que ainda estão vivos (encarnados), pois ainda não caiu a ficha que estão mortos, que não pertencem mais ao mundo dos vivos.
Apesar de agora viverem em outra dimensão extrafísica – embora não percebam – continuam sendo as mesmas pessoas, com qualidades e defeitos, porém, iludidos, pois não sabem que morreram.
O filme americano “O Sexto-Sentido” escrito e dirigido por M. Night Shyamalan, com Bruce Willis e Haley Joel Osment, conta a estória de um psicólogo infantil (Bruce Willis) que tenta ajudar um menino médium (Haley Joel Osment) que diz que vê e conversa com os espíritos. Mas, na verdade, quem estava realmente precisando de ajuda era o psicólogo, pois ele não sabia que estava morto, e só veio a tomar consciência disso no final do filme.
Na minha prática clínica é muito comum um espírito desencarnado iludido, que não se conscientizou que está morto, aparecer ao paciente nas sessões de regressão.
Eu me recordo de uma paciente que veio ao meu consultório por conta de dois problemas: Síndrome da fadiga crônica (fadiga prolongada e debilitante cujos principais sintomas são: dores de cabeça e de garganta recorrentes, sono interrompido, dores nos músculos e nas juntas e distúrbios de memória) e Fotofobia (desconforto à luz). Essas doenças se manifestaram após a morte de seu pai (ela perdeu o pai num acidente aéreo da TAM ocorrido em 31/outubro/1996, logo após o avião ter decolado do aeroporto de Congonhas, em São Paulo).
Já na 1ª sessão de regressão, a paciente viu um vulto escuro no consultório e veio a reconhecer como sendo o seu pai falecido. Ao lhe indagar o que estava fazendo no consultório, ele lhe respondeu: – Estou aqui para te proteger, filha! ( seu pai quando
em vida era incrédulo, não acreditava na vida após a morte, achava que a morte era o fim de tudo, que morreu acabou tudo, ou se seja, perde-se a consciência, e era excessivamente apegado e superprotetor com ela, pois era sua filha única).
Ato contínuo, pedi à paciente que lhe perguntasse se ele sabia que estava morto.
Seu pai lhe respondeu: – Como morto se estou conversando com vocês?
Então, pedi-lhe que perguntasse ao seu pai falecido se ele sentia os pés apoiados aqui na sala do consultório.
Ela me respondeu: – Dr. Osvaldo, o meu pai diz que não sente os pés apoiados no chão porque ele não anda, simplesmente se desloca, paira no ar.
– Diga-lhe que ele está morto, somente os mortos desafiam a lei da gravidade, volitando no ar, pois não tem mais o corpo físico.
– Dr. Osvaldo, meu pai está nervoso, agitado, fala que o senhor está mentindo.
– Diga-lhe que infelizmente ele não pertence mais ao mundo dos vivos e sim dos mortos, que ele não pode mais ficar com você. Fale que sem ele saber está te prejudicando ao te acompanhar, pois suas doenças é ele que está provocando.
A Síndrome da fadiga crônica vem do fato de ele estar cansado, pois está nas trevas há um bom tempo, há 19 anos, e com isso, por estar sempre perto de você, ele lhe suga, vampiriza sua energia. Daí explica o porquê de você sentir fadiga crônica e a fotofobia é decorrente de ele estar nas trevas cuja região é escura, fria e de muito sofrimento; por isso, você se sente incomodada com a claridade.
Resumindo: os sintomas que você sente não são seus e, sim, de seu pai, pois é ele que sente tudo isso.
Após ter lhes esclarecido os danos que o pai falecido estava provocando na saúde de sua filha, obviamente, não de forma deliberada, ele desatou a chorar e aos prantos lhe pediu perdão, dizendo que não sabia que havia morrido naquele acidente aéreo, e que estava lhe prejudicando. Acabou aceitando a ajuda dos espíritos amparadores de luz que vieram lhe buscar e foi levado à luz após ter se despedido emocionado de sua filha. Na consulta seguinte, a paciente veio ao meu consultório sem o seu habitual óculo escuro, pois me disse que a claridade não mais a incomodava e estava bem disposta, não sentia mais aquela fadiga crônica que a deixava bem debilitada.
CASO CLÍNICO: PORQUE SOU MUITO ANSIOSA, PREOCUPADA E INSEGURA?
MULHER DE 50 ANOS, VIÚVA.
Paciente veio ao meu consultório querendo entender o porquê de sofrer de hiperidrose (suor excessivo mesmo quando a temperatura estava baixa ou quando estava descansada) nas mãos e pés, de ser excessivamente ansiosa, preocupada, insegura, medo de tomar decisões (era uma pessoa muito medrosa), sentimento de incapacidade, era muito desorganizada (não conseguia se organizar nas tarefas do cotidiano em sua casa e no trabalho). Sentia também muita saudade de seu falecido marido. Por último, queria saber qual era o seu verdadeiro propósito, missão de vida.
Após ter passado por quatro sessões de regressão, na 5ª e última sessão, ela me relatou: – Vejo muita morte nesse lugar onde estou.
– Que lugar? – pergunto-lhe.
– É muito escuro, mas tenho a impressão de ter muita gente morta nesse lugar, sinto cheiro de morte… Que coisa horrível! (fala chorando).
– Como essas pessoas morreram?
– A minha mentora espiritual me diz que foi na época do nazismo, na câmara de gás. (fala tossindo muito).
Em seguida, a paciente incorpora sua mentora espiritual: – Todas morreram sufocadas, foram mortas pelo gás, eram todas crianças. Ela (paciente) tinha cinco anos nessa vida passada. Eram crianças judias, que foram separadas de seus pais… Esse frio e suor excessivo que hoje ela sente nas mãos e pés são por causa desse tempo. Sua hiperidrose tem como origem o desespero que ela sentiu nessa existência passada.
O lugar era terrível! (sua mentora espiritual estava se referindo ao campo de concentração nazista), ela sentia muita angústia, sofrimento e dor. A forma como ela veio a morrer foi de muito sofrimento e dor, além de não saber onde estavam seus pais. Os corpos dessas crianças mortas ficaram muito tempo amontoados numa vala, num lugar úmido, frio e escuro. Estava muito frio, época de inverno, ela sentiu muita dor, fome, angústia e solidão antes de morrer. Depois de algum tempo, seus espíritos foram resgatados e levados à colônia espiritual (termo do espiritismo que designa um dos locais do plano espiritual de luz para onde vão as pessoas – espíritos – quando desencarnam) onde foram cuidados num educandário, estudaram bastante, depois tiveram a oportunidade de se reencontrarem com seus pais.
O sofrimento dessas crianças no campo de concentração nazista foi necessário para o aprendizado, isto é, para que pudessem nas encarnações futuras enfrentarem as dificuldades com suas famílias, em seus lares.
Essas crianças hoje estão encarnadas, cada uma em um lugar (país) diferente, cumprindo suas missões, e a paciente é uma delas. Ela tem a missão de levar conhecimento espiritual às pessoas, o amor verdadeiro, da alma, o amor que vem de Deus, que a humanidade ainda desconhece, pois é pouco sentido entre as pessoas.
É a missão dessa paciente, levar esse amor. Muitas pessoas irão cruzar em seu caminho, sedentos de amor. Não é o amor do humano, mas do nosso Pai, que irradia para todos os lugares, que cura as dores da alma. É o amor da entrega, do perdão, é o amor da fraternidade, da compaixão e da sabedoria. Somente esse amor é o verdadeiro amor. Um dia todos sentirão esse verdadeiro amor.
Saiba, minha querida, estaremos sempre ao seu lado para te auxiliar, não duvide daquilo que pensa e sente, precisa ter mais fé em Deus, confiar mais Nele.
Siga nesse caminho que você está que leva a paz e a sabedoria. Tudo à sua volta está sendo dirigido por Deus, todos os seres de luz a conduzem no seu propósito de vida.
Não tenha medo, não se sinta incapaz, insegura. Tudo vai dar certo. Sua trajetória será de muita alegria, muita paz… Dr. Osvaldo continue no seu propósito de vida, trabalhe firme nesse caminho que é do amor, do bem, da fraternidade.
Como seria bom se mais irmãos encarnados tivessem entendimento da espiritualidade! Aqui onde estamos, no plano de luz, dependemos de vocês.
Há muito trabalho para poucos trabalhadores aí na vida terrena, pois muitos dos encarnados duvidam, não acreditam no plano espiritual. Eles são bombardeados de coisas que os afastam da espiritualidade. Sabemos o quão difícil é o seu trabalho, sabemos também do assédio espiritual que você e, por tabela, sua família sofrem dos seres das trevas em função de seu trabalho, pois ele fere os interesses das falanges das trevas, que querem que a humanidade continue na erraticidade, no ódio, descrença, na ignorância dos desígnios de Deus.
As pessoas se colocam acima de Deus, por isso seu trabalho é alvo também de perseguições dessas pessoas, que colocam em dúvida a sua idoneidade e o seu trabalho, com injúrias, mas não tenha medo e não desanime. Seu trabalho é muito importante, continue, não desista!
O irmão parou para pensar quantos seres encarnados e desencarnados estão sendo libertos, conduzidos, levados à luz, através desse trabalho, do vosso trabalho com o auxílio da espiritualidade?
Todos os irmãos, os seres espirituais de luz que estão aqui em vosso consultório lhe agradecem imensamente, com profunda gratidão o vosso empenho, a vossa dedicação junto a essa terapia, a TRE. Seu consultório é um pronto – socorro de almas, você tem atingido com essa terapia lugares profundos do mundo extrafísico, tanto da luz quanto das trevas. Por isso, lhe somos gratos, que Deus ilumine o seu coração e a sua família!
Quero esclarecer que hoje a ansiedade excessiva dessa irmã (paciente) vem daquela vida onde morreu na câmara de gás, onde foi separada de seus pais. Sua mãe da vida atual é a mesma daquela existência do campo de concentração nazista e seu pai está hoje encarnado em outro lugar, num outro país, em outra missão. Mas suas almas se encontram sempre em desdobramento, onde à noite seus espíritos saem de seus corpos físicos quando dormem.
– De onde vem à sua insegurança e desorganização? – Pergunto à mentora espiritual da paciente.
– É devido também a algumas das encarnações passadas, onde seus maridos eram muito severos e ditadores. Ela era muito submissa a eles; então, ela acabou se fechando, mas essa dificuldade já está sendo trabalhada. Foi muito importante ela vir a essa terapia porque se conscientizou da causa de seus problemas, isto é, de onde vêm suas dificuldades. Os pacientes aqui vivenciam seus dramas; por isso, nessa terapia, a TRE, o paciente consegue se ver e se sentir. É um trabalho completo. Essas dificuldades que ainda ela sente estão sendo trabalhadas, ela irá aos poucos se libertando.
Mas daqui para frente, o progresso dela vai ser bem mais rápido, por isso, somos gratos por essa terapia que cura as dores da alma. Mesmo acabando o tratamento, a paciente continuará sendo tratada. O senhor, nessa terapia, permite que o paciente exponha suas feridas, ajuda a abri-las para serem tratadas e cicatrizadas.
Não é qualquer terapeuta que pode conduzir essa terapia, pois ele precisa tocar na alma, no espírito das pessoas. É, sem dúvida, uma terapia profunda da alma.
– Qual é a lição maior, o aprendizado principal dessa paciente?
– Ela tem que ser feliz com a família que escolheu, tem que continuar sorrindo, pois ela foi beneficiada de tantas coisas; portanto, ser feliz é o seu principal aprendizado.
Ela tem que enxergar a felicidade, ela escolheu sua família, que é totalmente abençoada. Seu marido falecido a agradece pelo pouco tempo que viveu com ela.
Ele sofreu muito por não estar preparado para o desencarne. Foi muito difícil sua recuperação aqui no plano de luz. Por isso, não deixamos que ela à noite, ao dormir, em desdobramento, estivesse com ele.
A grande dificuldade das pessoas é que não se preparam para o momento do desencarne. O desencarne quando você não tem conhecimento da espiritualidade é terrível. Hoje ele ajuda os irmãos desencarnados que estavam na mesma situação que ele. Mas com o seu auxílio, ele também está sendo auxiliado. Até hoje, ela (paciente) guarda as coisas dele. Diga a ela que não se apegue as coisas materiais, que é tempo de doar todas as coisas do marido. Ela tem que se desprender, soltar. Quando ele faz uma visita na casa dela, ele sente ainda muito apego da época que viviam juntos. Então, ela tem que se desprender, doar seus pertences. Sei que isso é muito difícil para ela, mas quando ela guarda os pertences do marido faz com que ele fique preso ao mundo material, e isso o prejudica, pois quando vai visitá-la ele sofre muito. Nós mudamos de plano, mas continuamos sendo as mesmas pessoas. O apego não é benéfico, e ela sabe disso, mas gostaríamos que o senhor reforçasse isso para ela. Ela também aprendeu bastante com ele, pois ele lhe passou muitas coisas importantes, mas um aprendeu com o outro.
Com relação ao dinheiro, família, trabalho, ela vai se encontrar. Ela é muito ansiosa, preocupa-se demais. Fale para ela não se preocupar com isso, que as coisas acontecem ao seu tempo, tudo ao seu tempo. Mais para frente se for necessário ela virá novamente a essa terapia. Já estamos encerrando essa terapia, que a paz do nosso Pai e do senhor Jesus Cristo estejam convosco.
No final do tratamento, a paciente estava se sentindo mais autoconfiante, mais segura e menos preocupada e ansiosa. Percebeu também que sua mediunidade estava mais aflorada e, com isso, estava podendo ajudar melhor as pessoas no centro espírita onde passou a trabalhar.
DR. OSVALDO SHIMODA